A operadora de planos de saúde Hapvida está vendo o futuro próximo com positividade. Nesta quinta-feira, a operadora realizou uma teleconferência para comentar os resultados do primeiro trimestre (1T20) para analistas e investidores.
A receita líquida do 1T20 apresentou crescimento de 65,4% quando comparada ao 1T19 influenciada, principalmente: por R$ 517,7 milhões do Grupo São Francisco; por R$ 105,6 milhões do Grupo América; por R$ 36,7 milhões da RN Saúde; pelo aumento líquido de 60 mil vidas na carteira de planos coletivos de saúde e pelo crescimento de 11,8% no número de beneficiários de planos de assistência odontológicos na Hapvida (ex-aquisições); e aumento de 9,9% no ticket médio de planos médicos da Hapvida (ex-aquisições), reflexo dos reajustes de preço implementados nos contratos existentes necessários para o equilíbrio econômico dos mesmos e das vendas novas.
“A expectativa é de estabilidade ao longo do ano de nossos níveis de sinistralidade, porque por um lado temos menos pressão de cirurgias eletivas agora, mas por outro estamos criando um backlog de cirurgias para o terceiro trimestre”, disse o presidente da Hapvida, Jorge Fontoura Koren de Lima, na teleconferência.
“Ao longo do tempo isso vai se diluir…de maneira que deve haver estabilidade no ano”, acredita. No primeiro trimestre, o índice de sinistralidade da operadora que abriu seu capital na bolsa há cerca de dois anos caiu 1,6 ponto percentual sobre o mesmo período de 2019, para 55,4%, excluindo o SUS.
Crescimento
A operadora divulgou um crescimento de quase 56% no resultado operacional medido pelo Ebitda, impulsionado por aquisições que espera que continuem ampliando captura de sinergias nos próximos meses conforme implementa seu sistema de gestão. A Hapvida tem atuação principalmente no Nordeste e nos Estados do Pará e Amazonas. A empresa tem feito aquisições e expandiu-se mais recentemente para o Sudeste, Centro-Oeste e Sul, ampliando presença física para 12 estados.
O relatório de resultados da Hapvida destacou ampliação da rede própria de atendimento através da inauguração de novas unidades e segue readequando e ampliando as estruturas assistenciais existentes. A empresam permaneceu focada na estratégia de aumento da verticalização para a garantia da qualidade assistencial e eficiência de custos, melhor controle de sinistro e da frequência de utilização.
A empresa encerrou o primeiro trimestre com 39 hospitais próprios e 2.754 leitos, ante 26 unidades hospitalares e 1.823 leitos em março de 2019. E o diretor financeiro, Bruno Cals de Oliveira, afirmou que atualmente a empresa dispõe de 3.090 leitos, dos quais 854 de UTI.
O número de beneficiários de planos de saúde ao fim do trimestre apresentou crescimento de 50,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os destaques de crescimento inorgânico foram a entrada de 866 mil vidas (148 mil vidas em planos individuais e 718 mil vidas em planos coletivos) advindas da aquisição do Grupo São Francisco, 219 mil vidas de saúde (108 mil vidas em planos individuais e 111 mil vidas em planos coletivos) advindas da aquisição do Grupo América e 50 mil vidas de saúde (7 mil vidas em planos individuais e 43 mil vidas em planos coletivos) advindas da aquisição da RN Saúde.
O destaque de crescimento orgânico foi um aumento líquido de 60 mil vidas na carteira de planos coletivos, impulsionado pelos estados de Santa Catarina (com o início das operações em Joinville), Ceará, Pernambuco, Amazonas e Piauí. Na carteira de planos individuais, ainda percebe se o impacto de uma política de contratação mais criteriosa em algumas regiões com o objetivo de qualificar melhor a venda com potencial aumento na retenção de contratos. A operadora espera que o nível de sinistralidade fique estável neste ano e não está vendo mudanças expressivas no nível de inadimplência dos clientes, apesar dos impactos da epidemia de Covid-19 sobre a economia.
Pandemia
Lima contou que a companhia investiu cerca de R$ 70 milhões ações para combate ao novo coronavírus. Ele disse que vê sinais de que o auge da pandemia esteja próximo, mas não deu detalhes.
“Já estamos vendo sinais de que isso pode estar acontecendo em algumas de nossas regiões de atuação. Estamos muito otimistas de que o evento pode estar em curva descendente e estamos discutindo planos de desmoblização de algumas praças”, disse Lima na teleconferência.
















