Qual será o futuro dos combustíveis fósseis?

Nas próximas décadas, os combustíveis fósseis serão provavelmente mais baratos do que o esperado, acredita consultoria.

Devido às pressões sociais pela redução do nível de carbono e maior utilização da energia limpa, a indústria petrolífera já enfrentava antes da propagação da Covid-19 um cenário de transição energética, com oferta abundante e indícios de pico de procura. De acordo com a consultoria Rustad Energy, a pandemia provavelmente adiantará esse pico e diminuirá o incentivo à exploração e 10% dos recursos mundiais de petróleo recuperável, cerca de 125 bilhões de barris, vão se tornar obsoletos, pois haverá ativos abandonados. As empresas terão que aceitar. E o melhor exemplo é que, uma década após a descoberta de uma reserva de até 1,7 bilhão de barris de petróleo nas águas em torno das ilhas Malvinas, imediatamente considerada como a próxima fronteira do setor, agora, sua entrada em operação parece bastante remota, e o projeto Sea Lion será incluído na lista dos ativos improdutivos, que podem custar fortunas e não dar em nada. Além desse tipo de desmotivação que só tem aumentado, a crise da Covid-19 acelerou uma migração global para a energia limpa.

Nas próximas décadas, os combustíveis fósseis serão provavelmente mais baratos do que o esperado, mas emitir carbono custará mais caro, e por essa razão extrair óleo de alguns campos já não será economicamente interessante. Todos lembram que, no último dia 4 de agosto, a BP avisou que não fará exploração em novos países. Centenas de milhões de dólares já foram gastos no Sea Lion, mas a Premier Oil, sócia da Rockhopper, suspendeu os trabalhos no início deste ano e, em 15 de julho, efetuou uma amortização contabilística de US$ 200 milhões em investimentos por considerar improvável a realização das fases posteriores.

Empresas de maior dimensão começaram a expressar essa percepção sobre outras explorações. A BP reavalia seu portfólio de descobertas e vai deixar algumas sem desenvolvimento. As complicadas serão engavetadas para favorecer as nos campos com desenvolvimento mais rápido, como os de xisto nos EUA. Devido a pressão, a francesa Total já amortizou US$ 8 bilhões em ativos com alto teor de carbono. A lista da Rystad para os projetos de maior risco inclui descobertas em águas profundas no Brasil, Angola e Golfo do México e também nas areias petrolíferas no Canadá, como a expansão do projeto Sunrise, em Alberta.

 

Acabou o reinado da B3?

O UBS elevou o preço alvo das ações da B3 de R$ 58 para R$ 71 e reiterou a recomendação de compra, embutindo uma alta potencial de 23%. Porém, se algumas expectativas dos analistas do banco suíço se confirmarem, este será o último grande ciclo de alta dos papéis da operadora da bolsa brasileira. E não surpreenderá ninguém, pois há algum tempo analistas e investidores convivem com a expectativa de que o reinado absoluto da B3 no mercado de capitais está no fim, e, mais dia, menos dia, uma empresa rival a desafiará. Esse objetivo foi reforçado, no fim do ano passado, quando a Comissão de Valores Mobiliários iniciou uma consulta pública com o objetivo de aumentar a concorrência no mercado de capitais. Parecia que, finalmente, a B3 ganharia uma rival, mas a pandemia de coronavírus esfriou a história.

 

Pátria é o novo controlador da Ultrapar

A entrada da gestora Pátria de Investimentos no novo acordo de acionistas da Ultrapar pode trazer uma série de benefícios para a companhia, pois o Pátria vem expandindo sua atuação em diferentes segmentos do mercado, o que gera a expectativa da Ultrapar receber grandes investimentos nos próximos meses, segundo análise da Guide Corretora. Válido por cinco anos e com possibilidade de prorrogação, o acordo vincula o voto de ações representativas de 34,17% do capital social da empresa pelo bloco de controle formado por Ultra e Parth do Brasil. Com o Pátria detendo 20% da Ultra, sua participação na Ultrapar fica em 5%.

 

Credit Suisse não gosta da Cogna

As ações da Cogna deveriam valer R$ 6, avalia o Credit Suisse em um relatório enviado a clientes. As ações, no entanto, terminaram o pregão da quarta-feira cotadas a R$ 5,56. Para os analistas da instituição, a companhia está exposta à compressão de renda e a um alto nível de rotatividade em seu segmento de ensino superior e concluem que, depois que alavancou o negócio para aquisições, agora enfrenta declínio do Ebitda devido à cobertura da dívida. Os riscos positivos incluem uma recuperação mais rápida do ensino superior, assegurando Ebitda suficiente para desalavancar e continuar sua estratégia de crescimento e possibilidade de fusões e aquisições onde a economia de escala reduz custos e despesas fixas, superando a deficiência de crescimento de Ebitda.

 

Planner recomenda CCR

Os analistas da Planner Corretora alteraram a recomendação de venda da CCR e passaram a indicar a compra da ação, com novo preço-alvo de R$ 17,50. Apesar do grande impacto causado pela pandemia de covid-19 na mobilidade urbana, destacam que o tráfego nas rodovias tem mostrado melhorias significativas, o que explica em parte a visão otimista sobre o futuro da empresa. Outro ponto positivo levantado é o reequilíbrio econômico dos contratos de concessões sob administração da companhia. O entendimento é que as perdas derivadas da crise atual serão objeto de pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro aos poderes concedentes das concessões rodoviárias. Além deste pedido, as concessionárias da CCR que têm negócios no estado de São Paulo (AutoBan, ViaOeste, Renovias e SPVias) estão discutindo vários pedidos de reequilíbrio de contrato, que podem resultar em extensão dos prazos das concessões.

A CCR está perto de vencer duas concessões importantes: a RodoNorte e a NovaDutra. Sobre a segunda, a Planner mencionou a intenção do governo de prorrogar a concessão por falta de tempo hábil, mas a corretora não encarou isso com preocupação.

 

Valor de mercado da Apple chega a US$ 2 tri

A Apple atingiu nesta quarta-feira a marca de US$ 2 trilhões em valor de mercado, se tornando a primeira empresa americana de capital aberto a alcançar o marco. No final da manhã, as ações da gigante de tecnologia subiram para US$ 467,77 por ação, limite necessário para atingir a marca de US$ 2 trilhões,

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