Fomc e PMI’s contribuem para bom humor de Bolsas no exterior

Os mercados globais fecharam majoritariamente em alta, devido à melhora nas perspectivas no pacote de estímulos à economia americana, o que contribui para a ampliação da tomada pelo risco, ajudando os mercados emergentes. Na Europa, a possibilidade de acordo pós-Brexit também contribui para o bom o humor da maioria dos mercados.

Os mercados europeus fecharam a terça-feira de modo misto, mesmo com a melhora nas perspectivas de um pacote fiscal nos EUA e um acordo entre o Reino Unido e União Europeia, pois a Covid-19 continua a se alastrar no Hemisfério Norte.

Londres teve queda de 0,28%. Frankfurt registrou alta de 1,06%. Paris teve alta próxima da estabilidade, com elevação de 0,04%. Milão teve valorização de 0,81%. Madri teve elevação de 0,14% e Lisboa teve queda de 0,09%.

O petróleo fechou em alta mediante à queda do dólar devido ao avanço nas distribuições das vacinas e à possibilidade de novos estímulos fiscais nos EUA. O WTI teve ganho de 1,34%, cotado a US$ 47,62. O Brent registrou avanço de 0,93%, a US$ 50,76.

Após a confirmação da eleição do democrata Joe Biden no colégio eleitoral, as negociações referentes aos estímulos nos EUA voltaram com maior possibilidade de que um pacote bipartidário, de fato, ocorra. As vacinações também contribuem para a melhora das perspectivas dos agentes.

O Dow Jones teve alta de 1,13%. O S&P 500 e a Nasdaq tiveram avanço de 1,29% e 1,25%, respectivamente.

A diminuição dos riscos globais gerou impactos positivos em mercados emergentes e, dentre eles, o Brasil foi afetado positivamente. Ademais, as incertezas referentes à questão fiscal e a melhora da percepção dos agentes em relação à condução da política econômica por parte do Bacen também contribuem para formação dos preços no mercado local. Internamente, o envio da LDO, apesar de evidenciar um rombo acima das expectativas (em R$ 247,118 bi) por conta do dinheiro que será gasto com os imunizantes contra a Covid-19, ajudou a dar um norte para os agentes.

O Ibovespa teve elevação de 1,34%, cotado em 116.148,63 pontos. O dólar teve queda de 0,66%, a R$ 5,09.

Os estímulos fiscais e o começo da vacinação nos EUA contribuíram para o ânimo a algumas praças do continente asiático.

Na China continental, o Xangai teve queda de 0,01% e o Shenzhen perdeu 0,35%.

Em Tóquio, o Nikkei avançou 0,26%. Na Coréia do Sul, o Kospi ganhou 0,54%. Hong Kong ganhou 0,97% e Taiwan teve elevação de 1,68%.

Hoje, os mercados internacionais abrem em alta à espera da decisão do Fomc referente à taxa de juros. Apesar dos mercados considerarem a manutenção como certa, as perspectivas da autoridade monetária americana em meio ao avanço da Covid-19 no país e à menor tração na retomada da economia americana podem trazer maiores expectativas de estímulos. Além disso, a possiblidade de estímulos fiscais nos EUA também contribui para a alta dos futuros em Nova Iorque.

Na Europa, o avanço quanto às reuniões referentes ao acordo pós-Brexit e os números dos indicadores econômicos ajudam no avanço dos principais índices do continente.

No Brasil, o mercado terá impulso advindo do exterior e do começo da votação em relação à LDO. Outro fator importante é a possibilidade de anúncio do plano nacional de vacinação contra a Covid-19. O Ministério da Saúde informou que a imunização pode se iniciar cinco dias após a aprovação da Anvisa.

Também nesta quarta-feira, a agência Markit divulgou a primeira observação dos PMI’s de dezembro desse ano. Em relação às expectativas do mercado, os agentes esperavam que a maioria dos índices tenham queda quando comparado com a última observação de novembro. Os números para a Zona do Euro para a indústria foram de 55,5 pontos, os serviços registraram 49,8 e o índice composto, que envolve os dois indicadores, teve 47,3 pontos, superando as expectativas do mercado.

A Eurostat publicará para a Zona do Euro os números dos salários e dos custos de mão de obra anual para o terceiro trimestre do ano. Após elevação de 5,20%, os salários tiveram avanço de 2,20 % e os custos tiveram desempenho de 1,60%, ante a elevação de 4,20% no segundo trimestre.

Quanto aos dados das contas externas, a agência também publicará a balança comercial de outubro. As expectativas do mercado eram de queda no saldo da balança comercial da Zona do Euro, saindo de 24,8 bilhões de euros e alcançando 22,0 bilhões. Os números divulgados pela agência de pesquisas alemã foram de 30,0 bilhões de euros.

Além dos dados de conjuntura econômica, formuladores de política do Banco Central Europeu e do BC alemão também farão pronunciamentos dando os pareceres importantes em relação à economia do continente.

Assim como na Europa, a Markit também divulgará a prévia do PMI de dezembro para os EUA. Após a produção industrial de novembro alcançar avanço acima do esperado pelo mercado, os agentes esperam que o indicador dos gestores de compras (o PMI) saia de 56,7 pontos na última análise de novembro para 55,7 pontos.

Apesar da queda, o número ainda é positivo, evidenciando que a indústria pode continuar a crescer, mesmo que a um ritmo menor. Quanto ao setor de serviços, há expectativa de que o indicador tenha queda mais abrupta em relação ao mês passado, saindo de 58,4 pontos para 55,9, evidenciado as preocupações quanto às novas medidas de distanciamento social devido ao aumento de infectados pela Covid-19.

Quanto ao varejo de novembro, o Census Bureau divulgará o núcleo das vendas no varejo, isto é, excluindo os preços dos automóveis, pois desconsidera a ciclicidade do setor. A expectativa para os indicadores é de queda quando se leva em conta todos os bens. Há expectativa de desaceleração no mês de referência, saindo de 0,3% em outubro e alcançando -0,3% em novembro. O núcleo tem perspectiva de elevação de 0,1% ante 0,2% em outubro. O mercado espera desempenho mais fraco do indicador devido à diminuição da tração pela qual a economia americana passa. Além disso, os efeitos adicionais do novo avanço da Covid-19 no país também contribuem para a queda nas vendas.

Quanto ao Fomc – um dos mais esperados eventos do mercado financeiro, evidenciando os últimos pareceres da autoridade monetária em relação ao ano -, apesar de ser consenso que a taxa de juros do Fed continuará entre 0,0% e 0,25%, o documento que leva em conta a declaração de Jerome Powell e os demais membros da autoridade monetária evidenciará os próximos passos da instituição em relação à economia. Além disso, a possibilidade de Janet Yellen na secretaria do Tesouro pode trazer perspectivas de maior sinergia entre a política monetária e fiscal.

Por fim, a Agência de Informação Energética dos EUA (EIA) divulgará a produção de petróleo em barris. Após a alta surpreendente de 15,189 milhões de barris, o mercado espera que ocorra retração de 3,5 milhões de barris na produção de petróleo.

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