3 aspectos muito negativos na Política de Defesa

Três aspectos muito negativos chamam imediatamente a atenção de quem analisa os textos da Política Nacional de Defesa (PND), da Estratégia Nacional de Defesa (END) e do Livro Branco da Defesa Nacional (LBDN), entregues pelo ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, ao Congresso Nacional em 22 de julho, assinala o UFFDefesa – Núcleo de Estudos de Defesa, Inovação, Capacitação e Competitividade Industrial:

1) Não apresentam orçamentos para os projetos propostos pelas FFAA e, muito menos, sua distribuição ao longo do tempo. O Livro Branco olha apenas para o passado e não para o futuro, como são os livros brancos de todos os países. A única alternativa considerada é pedir mais recursos (2% do PIB), sem definir bem para quê.

2) Não existe indicação de prioridades.

3) Não existe um Plano B, que considere a hipótese (“altamente provável”) de não ser possível aumentar o orçamento.

O UFFDefesa, núcleo vinculado ao Departamento de Engenharia de Produção da Escola de Engenharia da Universidade Federal Fluminense, fez uma análise abrangente dos documentos e aponta que, além desses, “existem inúmeros problemas muito graves nesses documentos, que poderão levar a grandes desperdícios de recursos públicos e, o que é pior, a um efeito contrário ao pretendido. Em lugar do fortalecimento, resultará no enfraquecimento da capacidade de defesa do Brasil a médio e longos prazos”.

Os especialistas da UFF defendem urgentes reformas institucionais, “essenciais para colocar o Brasil em pé de igualdade com as boas práticas internacionais”, e alertam para “um atraso que pode se estender a mais de uma década” se os planos apresentados forem aprovados sem a necessária discussão. “Assim, urge que o Poder Legislativo assuma sua responsabilidade em relação à defesa e, em caráter de urgência, convoque a sociedade para um amplo debate sobre o conteúdo desses documentos”, demanda o UFFDefesa.

 

História ao vivo

Vale ler na imprensa britânica as notícias sobre o depoimento – que permaneceu inédito por longos anos – de um espião do MI6 que esteve à frente da operação que derrubou o primeiro-ministro do Irã Mohammed Mossadegh, em 19 de agosto de 1953 – completam-se 67 anos nesta quarta-feira – numa trama que agregou a CIA e a filha do Xá.

O espião se gaba de ter gasto “apenas £ 700 milhões” (valor da época) para financiar o golpe contra Mossadegh, visto com o símbolo na luta anti-imperialista e que nacionalizou o petróleo no Irã, expulsando a companhia que viria a se chamar BP.

Assunto sempre atual, neste momento de agitação no Líbano e Belarus e cerco ao Irã.

 

Decepção

Gilmar Mendes costuma ser criticado (não só) pelos bolsonaristas. Nesse caso, seria o habeas corpus do Queiroz cortesia, ou atitude patriota? Seja o que for, mal deu tempo da esquerda brasileira namorar o “Gilmar Guerreiro do Povo Brasileiro”.

 

Rápidas

O Instituto Doméstica Legal lançou a campanha “Solidariedade Legal com sua ex-empregada doméstica ou sua ex-diarista”. Com base na Pnad Contínua do IBGE, o Brasil perdeu 1.540.000 postos no trabalho doméstico no segundo trimestre *** Nesta terça-feira, David Zee, oceanógrafo e vice-presidente da Câmara Comunitária da Barra da Tijuca, participará de live com o administrador e conselheiro federal pelo CRA-RJ Wagner Siqueira para falar sobre recuperação econômica e aproveitamento dos recursos naturais, na página AdmWagnerSiqueira no Facebook *** O CAMP Centro – Centro De Aprendizagem e Melhoramento Profissional anuncia parceria com o Grande Oriente de São Paulo para promover a assistência social e integração da juventude em condições de vulnerabilidade social *** A programação de eventos desta semana do IAB tem os webinars “Vulnerabilidade física e social, desastres e reparação” (terça, 10h), “Direito de autor na pandemia” (quarta, 11h) e “Ciclo de palestras de Direito Ambiental – Status da política ambiental nos estados efetividade dos instrumentos” (sexta, 12h). Todos serão transmitidos no canal TVIAB no YouTube *** A YES! Idiomas reabre em cidades que já permitiram a flexibilização. Os alunos que desejarem poderão continuar no modelo online *** “Nacionalismo x Falso patriotismo bolsonarista” é o tema de palestra nesta terça-feira, 20h, com Luiz Eduardo Motta, professor de Ciência Política da UFRJ, ao vivo no Face Noticias da Terra Redonda.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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