360 graus

Para quem acredita que a nova injeção de liquidez do Banco Central Europeu (BCE), de 529 bilhões de euros para 800 bancos, vai resultar em melhora do crédito para os países da região e facilitar a rolagem das dívidas das nações do bloco, um lembrete. Dos 489 bilhões de euros do primeiro empréstimo do BCE em dezembro, a juros também de 1% ao ano, 481 bilhões voltaram aos cofres do emprestador. Mesmo sendo remunerados com apenas 0,25% ao ano pelo BCE, os bancos beneficiados no fim do ano passado optaram por depositar o dinheiro na instituição do que reativar o paralisado interbancário europeu.

Migração
Pode ser que ainda que ainda caracterize uma tendência, mas, com os preços dos imóveis da Zona Sul nas nuvens, cresce o número de cariocas que têm vendido seus apartamentos nessa região por sete dígitos para comprar outros, por seis dígitos e com áreas muito mais amplas, na Zona Norte da capital.

Construir a marca
Um estudo feito em oito países pela consultoria Fleishman-Hillard mostra a importância da presença das marcas nas redes sociais. Oito em cada dez entrevistados disseram acompanhar empresas no Facebook, por exemplo, para conhecer melhor a marca, opção que ficou à frente de “obter descontos e cupons” (76%).
Pedro Eugênio, CEO do portal Busca Descontos, em entrevista a esta coluna, apresenta um caminho para entrar no grupo de empresas acompanhadas: “Para obter bons resultados nas redes sociais, as marcas devem definir uma estratégia e investir em seu conteúdo. Com um conteúdo bem elaborado e interessante, os usuários das redes sociais vão compartilhar as ações da marca, fazendo com que mais pessoas a sigam. É preciso também oferecer vantagens para quem está seguindo sua marca, tais como: informações e descontos exclusivos, promoções, concursos e um canal aberto para contato.”
O grupo de marcas seguidas na rede é seleto, segundo a pesquisa: varia de sete, em média, na China a 14 no Reino Unido. Os demais países pesquisados foram Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, França e Índia.

Pelo telefone
O estudo da Fleishman-Hillard aponta a internet como a ferramenta mais influente na decisão de compra dos consumidores (66%), à frente de conselhos de amigos e parentes (61%), e-mails (51%), jornais (43%), televisão (42%), mala direta (37%), revistas e rádio (empatados com 28%).
Mas neste tópico o estudo é parcial: primeiro, porque foi feito apenas com usuários da internet (ainda que hoje, em alguns países, isso signifique quase todo o mundo); segundo, porque considera a troca de idéias com parentes e amigos nas redes sociais como influência da internet, e não como conselhos de pessoas próximas. Seria algo como considerar o telefone como ferramenta de decisão.

Muita pesquisa
O Brasil ficou de fora do estudo, mas Pedro Eugênio, do Busca Descontos, diz acreditar que a rede influencia muito nas decisões de compra por aqui: “O consumidor brasileiro é muito exigente e utiliza a internet para encontrar recomendações sobre produtos e serviços. Também aproveita para comparar preços em diferentes lojas. A compra só é efetuada depois de muita pesquisa.”

Oriente
Finalmente, chama a atenção no estudo sobre tendências de compra a disparidade na utilização das redes sociais Facebook e Twitter para obter informações sobre marcas e produtos. Enquanto 28% dos chineses e 35% dos indianos recorrem à página das marcas no Facebook, apenas 5% dos alemães e 8% dos norte-americanos fazem o mesmo. No Twitter a situação é pior: 28% dos chineses e 21% dos indianos recorrem ao sistema de mensagens curtas, ante apenas 3% dos canadenses, 1% dos estadunidenses e alemães e nenhum francês.

Inauguração
Um dos maiores economistas do país, o professor Carlos Lessa também é craque nas finanças pessoais: comprou em 2008, ano mais agudo da crise mundial, o casarão de esquina no Catete onde abrirá, dia 6, um restaurante com casa de shows, o Ameno Resedá. Com a valorização imobiliária na Zona Sul do Rio nos últimos anos, hoje ele, com certeza, pagaria, no mínimo, o dobro pelo imóvel.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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