Quase 50% das mulheres se dividem entre trabalhar e cuidar dos filhos

Relatório anual da Workana apontou que a desigualdade de gênero continua em alta no Brasil, mesmo com o trabalho remoto. O levantamento considerou que este cenário de crise que estamos enfrentando por causa do coronavírus: 15,2% dos entrevistados afirmam que poder trabalhar sem deixar de estar perto dos filhos está entre as vantagens do home office. No entanto, a pandemia acabou rompendo os limites que havia entre vida pessoal e profissional e, nesse contexto, ficou mais evidente a desigualdade de gênero.

Ainda segundo o estudo 48,3% das mulheres que trabalham com carteira assinada afirmam estar cuidando dos filhos, enquanto entre os homens, esse número é de apenas 11,1%. Olha só como em todos os cenários, a responsabilidade acaba ficando para elas: muitas mulheres se desdobram para conciliar o home office com o trabalho de casa – que vai desde a preparação de alimentos, até arrumar a casa e cuidar dos filhos, e as empresas não estão conseguindo dar suporte a elas. Quando o assunto se voltou a iniciativas das companhias para ajudar os funcionários na adaptação ao trabalho remoto, só 5,2% dos empregados com carteira assinada responderam que os empregadores ofereceram suporte a nível pessoal, com a atividades para os filhos, por exemplo. E, na perspectiva das empresas, esse número se mostrou ainda menor, 3,3%.

O estudo chega à conclusão que a pandemia acendeu um alerta sobre a necessidade de uma gestão humanizada – não só durante a quarentena, mas sempre -, com olhar atento sobre as pessoas, levando em conta a realidade delas, o que a Workana nomeou de professional- centric, que consiste em ressignificar o trabalho, deixando de ser "office-centric" (centrado no escritório), para estar em qualquer lugar onde o profissional esteja.

Foram entrevistadas 2.810 pessoas da América Latina, entre freelancers, empregados com carteira assinada, líderes de empresas, e empreendedores.

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