70% dos consumidores monitoram os preços antes da Black Friday

Seis a cada dez dos consumidores ouvidos sofreram algum tipo de fraude nos últimos 12 meses.

Às vésperas da primeira Black Friday após o auge da pandemia, a Serasa e a Opinion Box pesquisaram os hábitos, principais preocupações e intenções de compra dos consumidores. A pesquisa realizou 2.608 entrevistas de forma remota na primeira semana de novembro nas cinco regiões do país e mostra que 29% dos respondentes já foram prejudicados com falsos descontos em Black Friday anteriores, outros 22% revelaram que o frete acabou representando valor superior aos produtos adquiridos e 16% desembolsaram a mais no momento de pagar, práticas que representam uma maquiagem nos descontos anunciados.

“Por conta de situações como essas acompanhar os preços antes do dia mágico de compras já é realidade para 70% dos consumidores respondentes”, diz Felipe Barone, gerente do Serasa Premium. Entre os entrevistados, 60% optam por sites e lojas de marca reconhecida ou recorrem a estabelecimentos ou portais dos quais já é cliente (57%). “A pesquisa comprova também que o consumidor está cada vez mais maduro, fazendo uma verdadeira investigação do nível de confiabilidade e segurança do site pretendido”, complementa Barone.

Com o objetivo de ajudar o consumidor a se proteger, a pesquisa coordenada pelo instituto Opinion Box em parceria com a Serasa estruturou um Mapa da Fraude, no qual a propaganda enganosa (60%), golpes na compra e venda de produtos (42%), uso indevido de dados dos cartões de crédito/débito (40%) e o uso criminoso do whatsapp (37%) são os campões de irregularidades e riscos.

Seis a cada dez dos consumidores ouvidos sofreram algum tipo de fraude ou golpe nos últimos 12 meses, números provavelmente incrementados pela alta demanda de compras online em meio à pandemia. Entre novembro/20 e novembro/21, 67% das pessoas entrevistadas tiveram alguma perda financeira devido a uma fraude, sendo que 47% tiveram prejuízos de até R$1.000, 30% entre R$ 1.000,00 e R$ 5.000,00 e 16% entre R$ 5.000,00 e R$ 20.000,00.

Para se precaver, o consumidor utiliza algumas práticas. Oito em cada 10 entrevistados confere os dados antes de pagar um boleto, não usa públicas de internet para transações financeiras e não clica em e-mails e sites sem antes checar a fonte. Já é de 85% o número de pessoas entrevistadas que se negam a passar dados por telefone, 91% fogem de correntes de mensagens e 95% se recusam a usar aparelhos de terceiros para executar transações financeiras online.

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