Guedes diz que recuo na economia será menor que o esperado

Para o ministro, a atividade econômica está em recuperação no país.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje que a economia brasileira está em recuperação e o recuo do Produto Interno Bruto neste ano será menor do que o esperado inicialmente.

"A previsão inicial do FMI e outras instituições financeiras era que o PIB brasileiro cairia quase 10%, ou mais e nós revisamos para 5% a 5,5%, metade da estimativa inicial. Mas pensamos que vai ser muito menos do que isso: 4% de queda", afirmou o ministro, em vídeo gravado e transmitido em reunião virtual da Cúpula da Câmara de Comércio Brasil-EUA.

Em setembro, quando a última estimativa foi divulgada, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia manteve a projeção para a queda da economia, neste ano, em 4,7%.

Em pesquisa do BC ao mercado financeiro divulgada hoje, a previsão de bancos é que ao PIB terá retração de 5% em 2020.

O ministro afirmou ainda que é preciso transformar "a onda de consumo" estimulada pelo auxílio emergencial, que sustentou as pessoas mais vulneráveis na crise gerada pela pandemia da Covid-19, em um "boom de investimentos".

Segundo o ministro, o governo manterá a agenda de reformas e quer abrir a fronteira de investimentos, com mudanças em marcos regulatórios, mais concessões e privatizações. Ele citou a aprovação do marco do saneamento pelo Congresso Nacional e lembrou de outras propostas como do gás natural.

Guedes defendeu ainda o teto de gastos para controlar as contas públicas. De acordo com o ministro, enquanto a classe política não tiver controle sobre o orçamento, por conta das indexações que existem atualmente, não será possível eliminar o teto de gastos. "Se desindexarmos o orçamento, se fizermos desobrigação, desvincularmos todos esses gastos e a classe política tomar controle do orçamento novamente, como em qualquer outro país, poderíamos nos dar ao luxo de liberar esse teto".

O ministro acrescentou que a manutenção do teto é uma "grande luta".

"Em alguns momentos há até luta interna, fogo amigo, pessoas aqui que querem gastar dinheiro e mandam sinais mistos para o mercado, isso é muito ruim".

 

Agência Brasil

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