A hora de Putin no tabuleiro do Oriente Médio

O cenário está montado para Putin e a Rússia assumirem a liderança do mundo.” Com essa frase de efeito, o economista norte-americano Paul Craig Roberts destaca o papel que a Rússia terá que desempenhar no conflito no Oriente Médio. Roberts analisa que, tendo Putin abortado a desestabilização que EUA e Israel empreenderam na Síria, e que visava a Rússia, o Império se voltou ao Irã, tendo como mira os russos.

A menos que Putin se submeta à vontade norte-americana e israelense, ele não tem escolha a não ser bloquear qualquer ataque de Washington/Israel ao Irã. A maneira mais fácil e limpa de Putin fazer isso é anunciar que o Irã está sob a proteção da Rússia. Essa proteção deve ser formalizada em um tratado de defesa mútua entre Rússia, China e Irã, talvez com a Índia e a Turquia como membros”, prega o economista.

Roberts faz ponderações sobre a resistência de Putin a fazer alianças e dá como alternativa oferecer ao Irã os melhores sistemas de defesa aérea russa com equipes para treinar os iranianos. Feito isso, Putin poderia insistir em mediar o conflito. “Este é o papel de Putin, pois não há outro com poder, influência e objetividade para mediar.” Há riscos, adverte Roberts. Mas também há riscos se Putin não assumir o comando. É melhor para o mundo e a vida na Terra a Rússia estar no comando”, sentencia.

Mas nem sempre as coisas são o que parecem. O administrador e colaborador do MM Pedro Augusto Pinho vê convergências entre os principais atores da contenda. Primeiro, atende ao interesse do Irã, que esteve sob ameaça de uma “primavera árabe”, aparentemente sufocada. Com a comoção e a mobilização nacionais, será fácil acabar com o menor resquício de oposição. De quebra, um aumento no barril de petróleo, para país exportador.

Do lado EUA, há a difícil campanha para reeleição de Trump, tendo a banca na oposição. A guerra cairia como uma luva para o complexo industrial militar, que financiaria o presidente. Finalmente, para Putin, a guerra elevaria seu cacife no tabuleiro mundial. O aumento do barril de petróleo, além de beneficiar a Rússia, deixaria mais dependentes os chineses. Parece feito de encomenda.

 

Te perdoo por te trair

Um balanço dos editoriais dos jornais Folha, Estadão e O Globo, de outubro a dezembro de 2019, mostra que Jair Bolsonaro foi a figura de destaque, aparecendo em 38,38% dos textos analisados pela equuipe do Manchetômetro.

As opiniões sobre o presidente foram francamente desfavoráveis: 74% dos comentários foram contrários, 22% neutros/ambivalentes, e apenas 4% favoráveis. O levantamento mostra forma de atuação dos jornalões, críticos aos modos de Bolsonaro, mas fiéis defensores da política econômica tramada por Paulo guedes e implementada pelo governo.

Veio em distante segundo lugar a discussão sobre prisão em segunda instância, seguida por Bolívia e Chile. O Manchetômetro é produzido pelo Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública (Lemep), grupo de pesquisa sediado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

 

Human Rights’

A blogueira Rô Moro segue atualizando as definições de vergonha alheia no Instagram. A esposa do ministro foi a Washington, se fotografou na “Supreme Court”, legendou “Direitos Humanos”, e tascou uma bandeirinha dos “esteites”. Com a palavra, os prisioneiros de Abu Ghraib.

 

Rápidas

O CEO da SN Informática, Luiz Mauricio Barcelos, fará palestra na próxima quinta-feira sobre “Proteja sua empresa e garanta mais produtividade”. Será no Clube da Aeronátuica, no Centro do Rio de Janeiro, na parte da manhã *** Em 30 de janeiro, o Fórum 3C, projeto de educação continuada e corporativa nas áreas de compliance, contabilidade e controladoria, fará a primeira palestra do ano no Fucape. O tema “Mapeamento e gestão de processos” será abordado pelo CEO do Grupo Epicus, Sérvulo Mendonça, e pela fundadora da Innove Assessoria, Elisângela Castelo. Contatos através do site *** O Shopping Jardim Guadalupe recebe até 3 de fevereiro o Raduan Circus *** A Associação de Supermercados do Rio (Asserj) lança o Instituto de Desenvolvimento e Inovação Asserj – Ideia. Com o lema “Educar, Desenvolver e Inovar”, vai oferecer capacitação, com cursos gratuitos para as redes associadas.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

Artigos Relacionados

Governo pode – e deve – controlar progresso tecnológico

Tecnologias transformadoras do século 20 não teriam sido possíveis sem liderança do Estado.

Salário mínimo baixo, gasto do Estado alto

Nos EUA, assistência a trabalhadores que ganham pouco custa US$ 107 bi por ano ao governo.

Privatização da Eletrobras aumentará tarifa em 17%

Estatal dá lucro e distribuiu R$ 20 bi em dividendos para a União.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

ISM Manufacturing teve a maior leitura desde fevereiro de 2018

Expectativa é de melhora continuada dado o avanço da vacinação, bem como o estímulo fiscal projetado para ser aprovado em meados de março.

Rede estadual de ensino do Rio volta hoje às aulas

Alunos terão aulas remotas e presenciais, com turmas em sala de aula em dias alternados em função da pandemia.

Mercado interno sobe seguindo bom humor global

Exterior avança após pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão ser aprovado pela Câmara dos Representantes dos EUA.

Aepet recomenda não migrar para o Plano Petros 3

Petros anunciou que começa em 2 de março o período de opção pelo PP3 para ativos e assistidos dos PPSP-NR e PPSP-R.

Presidente do Banco do Brasil joga a toalha

Centrão tem interesse no cargo.