A ONU de Bush

O segundo maior contingente de tropas invasoras no Iraque não é da Inglaterra ou da Espanha, mas sim de militares privados. Em bom português, mercenários com experiência, digamos, nesse tipo trabalho na África do Sul, Chile e Irlanda do Norte, contratados pelo governo dos Estados Unidos. A denúncia foi feita pelos jornalistas Jim Cason e David Brooks, no jornal La Jornada, do México, e reproduzida no Brasil pela Agência Carta Maior. Segundo o jornal norte-americano Washington Post, o número de “soldados privados” chega a cerca de 10 mil.

A volta dos pinochetes
Segundo o La Jornada, a Blackwater Security Consulting Company, empresa para a qual trabalhavam os quatro mercenários mortos em Faluja, além de contratar ex-soldados das forças militares dos EUA, convoca ex-militares chilenos que atuaram na ditadura do general Augusto Pinochet. Os pinochetes chegariam a receber US$ 1 mil por dia, conforme o jornal inglês The Guardian.

Resíduo
Nos três primeiros meses deste ano, o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV) recolheu aproximadamente 3,8 mil toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos, alcançando o mesmo volume recolhido em 2002. Na comparação com 2003, quando foram coletadas 1.256 toneladas, o volume do primeiro trimestre deste ano cresceu 200%. Em março, os estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais obtiveram os melhores índices de recolhimento. Os três estados representam 53% de todo o volume coletado no país.

Terrorismo verbal
Segunda-feira, policiais que trabalham como seguranças no Fórum do Rio de Janeiro avisavam os funcionários para evitarem passar pelos túneis à noite. Segundo eles, “a coisa vai pegar” e “ficar feia”. Embora a informação tenha chegado à coluna no próprio dia, optou-se por não dar vazão a boatos que, como já comprovado, apenas ajudam a desorientar a população e amplificar os medos já suficiente real de quem vive nos grandes centros urbanos.

Intervencionismo
Se a morte do Lulu não for seguida da retirada de circulação de Dudu, que almeja retomar do primeiro o controle do tráfico de drogas na Rocinha, os liberais mais extremados ainda acabam criticando a polícia de intervenção estatal no livre mercado.

Baco
Se realmente for verdade de que beber vinho ajuda a saúde – e as pesquisas apontam nessa direção – nossos vizinhos argentinos vão viver bem mais que a gente. Consome-se na Argentina 40 litros per capita/ano; no Brasil, apenas 1,8 litro; na França são 60 litros. Estimular a produção e consumo brasileiros, criando um fundo para promoção da cadeia da uva e do vinho, é um dos temas que será abordado hoje, em Brasília, durante a terceira reunião Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Viticultura do Ministério da Agricultura. O país produz 300 milhões de litros por ano – 10% de vinhos finos – e 1,2 milhão de toneladas de uvas. O setor gera 300 mil empregos diretos e movimenta cerca de R$ 800 milhões por ano.

Conflitos
O advogado Pedro Batista Martins, especialista em mediação e arbitragem, coordena hoje  e amanhã, no auditório da Confederação Nacional do Comércio no Rio, o III Seminário Jurídico Internacional de Arbitragem – Alternativa para os Conflitos Judiciais, que irá tratar de temas como os problemas da extensão dos efeitos da cláusula compromissória à empresas do mesmo grupo econômico. O seminário começa às 9h.

Monopólio a perigo
Ano passado, 78% de médias e grandes as empresas brasileiras consultadas pelo TechLab, centro de pesquisas em tecnologia e ambientes digitais da E-Consulting, afirmaram possuírem a plataforma Linux em, pelo menos, uma das aplicações dos seus sistemas. Segundo a pesquisa, dos US$ 19 bilhões de investimentos em Tecnologia da Informação (TI) em 2004, US$ 7,3 bilhões serão destinados à aquisição de máquinas, contratação de mão-de-obra especializada ou desenvolvimentos de aplicações para o sistema operacional Linux.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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