A cidade do Rio de Janeiro mais uma vez sedia uma importante conferência da ONU. Trata-se de um momento, onde se discutirá os rumos da sustentabilidade mundial e de nossa sobrevivência. O Brasil deverá se empenhar para que possamos mostrar que evoluímos bastante desde a Eco 92, que também aconteceu no Riocentro e utilizou o Aterro do Flamengo para uma série de eventos.
Embora as condições atuais sejam bem diferentes, mormente em função da crise do euro e do crescimento do terrorismo, faz-se necessário que o mundo se mobilize para um documento final, realmente importante. Vamos sentir muito a falta chanceler alemã e de Obama, embora estejam confirmados mais chefes de Estado do que em 1992.
As condições do Rio são bem diferentes: governos municipal e estadual totalmente alinhados com o Governo Federal, o que permite muitos investimentos em infra-estrutura, que aos poucos vai ganhando as ruas da Cidade Maravilhosa e a transformando num verdadeiro canteiro de obras, o que nem sempre é agradável para a população e o trânsito.
No entanto, é preciso com urgência atentar para as condições do entorno do Riocentro, sobretudo a Abelardo Bueno, que precisa de uma “faxina”, a começar pelo matagal que cresce em frente ao Autódromo e as poças de água e lama que circundam os condomínios Rio 2, Bora Bora e Vilas da Barra, em função das obras da Transoeste/BRT.
Vivemos um momento importante, de imagem positiva nos mercados externos e com uma moeda mais valorizada, o que nos ajuda a fazer com que cada visitante do evento se torne um embaixador do Rio. Para tal, a segurança em áreas turísticas deve ser aprimorada , assim como os postos de informações turísticas e a manutenção sempre de nossa maior conquista, a omnipresente ” alegria e receptividade”, do carioca, apesar de tudo. Brevemente, a cidade será invadida pelo projeto “Carioca, anfitrião nota dez”, que vai mobilizar a sociedade, para fazer de cada morador um centro de informações da cidade.
Algumas dificuldades vão se apresentar: a atual situação mundial é fruto de um desenvolvimento inadequado e políticas ambientais voltadas para atender realidades pontuais, sem levar em consideração o conceito global. Há dificuldade numa conceituação e diagnostico do clima e muitas lendas, sem respaldo científico. Precisamos respirar aliviados sem pensar no nosso umbigo.
Gritos de alerta são dados diariamente e já causaram destruições, como recentemente no Japão, que agora parece se ver obrigado a retomar o crescimento nuclear, apesar da revolta dos moradores dos entornos.
A cidade, apesar da poluição em algumas áreas e do trânsito caótico na Zona Oeste, busca soluções, como a ampliação do metrô ou ainda a inauguração preliminar do BRT. Ainda temos oásis de verde , como a Floresta da Tijuca, Parque Ecológico da Prainha, Aterro do Flamengo, Parque da Serra do Mendanha, que devem ser constantemente fiscalizados e dotados de uma infra-estrutura de sinalização, banheiros e guias para uma descoberta consciente. Há esforços, de ONGs e governamentais, para uma cidade mais verde, embora ainda deva trilhar uma caminhada grande.
Estou muito otimista com os resultados positivos que o Rio poderá receber, se conseguir providências de manutenção da limpeza, policiamento ostensivo e visão de futuro. Os preços dos hotéis posteriormente reduzidos causaram danos ao evento, embora se saiba que os preços finais foram dados pela agência responsável, conforme documento detalhado da Abih-RJ.
Sem repetir jargões, vamos fazer nossa “lição de casa”, deixar que o Rio respire fundo, com vontade, e que mostre ao mundo mais uma vez sua eficiência e eficácia na realização de grandes eventos.
Bayard Do Coutto Boiteux
Coordenador do curso de Turismo da Univercidade e presidente do Site Consultoria em Turismo (www.bayardboiteux.com.br).















