A segunda parcela do 13º para começar o ano no azul

Como usar a segunda parcela do 13º para quitar dívidas, criar reserva e investir com equilíbrio, começando o ano no azul.

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Brasileiro com dinheiro no bolso (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)
Brasileiro com dinheiro no bolso (foto de Marcos Santos, USP Imagens)

Para muitos brasileiros, a segunda parcela do 13º salário chega em um momento decisivo. Com o aumento do custo de vida e os gastos típicos de fim de ano, esse dinheiro extra significa tanto um alívio quanto uma oportunidade para reorganização financeira, sendo que essa escolha faz toda a diferença.

De acordo com a pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 79,5% das famílias brasileiras estavam endividadas em outubro, maior índice registrado nos últimos 15 anos. O dado reforça a urgência de decisões financeiras mais conscientes, e o valor do 13º salário pode ser um aliado importante.

Embora esse salário extra costume ser associado ao consumo imediato, ele pode e deve ser encarado como uma ferramenta estratégica. O erro mais comum é tratar esse valor como um bônus que desaparece rapidamente entre compras, comemorações e compromissos de fim de ano.

A segunda parcela do 13º deve ser usada com planejamento. Devemos separar uma parte do valor para quitar dívidas sem comprometer o orçamento mensal e outra para iniciar ou reforçar a reserva de emergência. O restante, vale investir pensando no longo prazo e ainda lembrar de uma parcela para lazer, pois o equilíbrio também faz parte da saúde financeira.

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Colocando a sugestão em números, uma divisão simples é reservar 40% do valor para pagamento de dívidas, 30% para reserva de emergência, 20% para investimentos e 10% para lazer. A lógica é organizar o presente, proteger o futuro e evitar a frustração de começar o próximo ano no vermelho.

A mudança está mais na mentalidade do que no valor. No lugar de ver o valor extra como alívio temporário, é possível fazer o dinheiro trabalhar a nosso favor. Todo valor poupado e investido com consciência traça o caminho rumo à independência financeira.

O primeiro passo é compreender exatamente para onde o dinheiro está indo. Em seguida, definir metas financeiras de curto, médio e longo prazo. Por fim, transformar o que sobra em patrimônio, mesmo que os valores iniciais sejam pequenos.

Em um cenário de alto endividamento, o uso estratégico do dinheiro pode representar o início de uma relação mais saudável com o dinheiro e de um novo ano iniciando no azul.

Fernanda Dorneles, fundadora da Giornata Educação Financeira

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