A volta por cima da Honda

Montadora japonesa retorna com HR-V, Civic e CR-V híbridos, novo SUV médio e um esportivo.

Depois de enxugar sua linha por diferentes motivos, a Honda anuncia novidades para o mercado brasileiro. A primeira é o retorno do SUV HR-V, em agosto, em sua nova geração. Para o último trimestre será a vez do Civic, agora importado e híbrido. Para o próximo ano, serão mais dois novos carros: um SUV inédito e o CR-V, que passa a vir híbrido. E como cereja do bolo, a marca confirma a importação do novo esportivo Civic Type R.

É um bom momento de renovação para a Honda, que completa 30 anos de operações no Brasil e 25 de produção. O novo line-up começou com a chegada da nova linha City – sedã e hatch. A Honda já adiantou que o próximo lançamento, o HR-V, terá quatro versões: duas com o motor 1.5, já aplicado no New City, e duas com o inédito motor 1.5 turbo flex, especialmente desenvolvido para o mercado brasileiro.

Novo Civic (foto divulgação Honda)
Novo SUV é baseado no novo Civic (foto divulgação Honda)

Além do novo motor, a Honda fez investimentos adicionais para a introdução de novos processos e tecnologias em sua fábrica de Itirapina (SP). Foram aportados R$ 1,1 bilhão para a produção dos City e City Hatchback e o novo HR-V, complementando o valor inicial de aproximadamente R$ 1 bilhão, anunciado em 2013, na época da construção da fábrica.

A volta do Civic será com a sua 11ª geração, importada, em versão única, com tecnologia híbrida e:HEV, a mesma do Accord.

O novo CR-V também será híbrido. Para completar sua gama com mais um SUV, a marca terá um modelo médio, baseado no novo Civic, que lançará no próximo ano. E para os fãs de velocidade, o novo Civic Type R.

Segundo a Honda, com essas novidades a marca “reafirma o seu compromisso com o mercado local e seguirá trabalhando fortemente para estar cada vez mais alinhada aos direcionamentos globais da marca”.

A Honda ocupa atualmente o 8º lugar nas vendas de automóveis no Brasil, com 13.515 emplacamentos até março e 3,6% de participação de mercado. Seu carro mais vendido é New City, sedã com 5.362 emplacamentos.

Fábrica da MWM em SP (foto divulgação MWM)
Fábrica da MWM em SP (foto divulgação MWM)

Tupy adquire a MWM do Brasil em busca de novos setores

A Tupy, multinacional brasileira fabricante de componentes estruturais para bens de capital sediada em Joinville (SC), anunciou a aquisição da MWM do Brasil, subsidiária da Navistar International Corporation, que produz motores e geradores na capital de São Paulo. A transação é estimada em R$ 865 milhões e será submetida à aprovação da autoridade antitruste brasileira.

Os negócios da Tupy estão em expansão. Em 2021, a companhia comprou a Teksid, divisão de componentes do Grupo Stellantis.

Ao adquirir a MWM, a empresa catarinense estende suas operações para integrar verticalmente a oferta de serviços de usinagem, montagem e engenharia. E insere a Tupy nos segmentos de energia, reposição e marítimo, ampliando suas oportunidades em descarbonização.

A MWM é uma empresa que fabrica motores de terceiros sob contratos de manufatura. Também fabrica grupos geradores e atua no mercado de reposição de componentes. Recentemente, anunciou parcerias que servem ao consumo de gás natural, biogás e uso de biometano, atendendo necessidades do agronegócio brasileiro.

Kwid e-tech (foto divulgação Renault)
Kwid e-tech (foto divulgação Renault)

O popular dos elétricos

A Renault deu um passo importante na sua estratégia de eletrificação. A marca abriu a pré-venda do Kwid E-tech, versão elétrica do seu modelo de entrada, que chega com o cartaz de ser o “elétrico mais acessível” do mercado: R$ 142.990. As entregas começam em agosto.

Desta forma, a marca de origem francesa tira da JAC Motors o elétrico mais em conta: o E-JS1 é vendido por R$ 164.900. Em comum, JAC e Renault elétricos são importados da China. A Renault ainda vende o Zoe, que custa R$ 240 mil.

De acordo com a Renault, o E-tech possui bateria de 26,8 kWh, com a qual roda 265 km em ciclo misto (cidade-estrada). Só na cidade pode chegar a 298 km de autonomia. Em um posto de carga rápida por 40 minutos, a bateria lhe dá alcance de 190 km. Em uma tomada doméstica pode levar 9 horas.

O motor é especial para o mercado brasileiro: são 65 cv (48 kW) capaz de levá-lo a 130 km/h de velocidade máxima. Nas contas da Renault, o custo por km rodado é de R$ 1,30, similar ao de um modelo 1.0 com câmbio manual. As três primeiras revisões custarão a metade do valor de um Kwid flex.

Ford Mustang Mach 1 ( foto divulgação Ford)
Ford Mustang Mach 1 (foto divulgação Ford)

Mustang 2022 chega aos 58 anos, em plena forma

A Ford inicia as vendas da linha 2022 do Mustang Mach 1 na semana em que o muscle car americano completa 58 anos. Lançado em julho de 2021, essa versão praticamente não muda e traz basicamente cinco novas cores perolizadas: cinza Catalunha com faixas pretas e destaque em vermelho, e verde Fuji, laranja Delhi, azul Estoril e roxo Zolder, estas últimas combinando faixas pretas com destaque em branco.

O motorzão é o mesmo: V8 de 5 litros que entrega 483 cv de potência acoplado ao câmbio automático de 10 marchas, além de componentes de performance trazidos dos modelos Bullitt, Shelby GT350 e Shelby GT500.

Os Estados Unidos continuam sendo o maior consumidor do Mustang, com 76% das vendas globais. O Brasil foi um dos mercados com maior crescimento nas vendas do esportivo em 2021, alta de 37,3% (de 354 para 486 unidades). Desde o seu lançamento no Brasil, em 2018, o Mustang soma mais de 2.300 emplacamentos. Nada mal para um modelo que custa R$ 553.180 (o preço pode variar conforme o estado).

Lucia Camargo Nunes
Economista e jornalista especializada no setor automotivo. [email protected]

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