Abamec-Nacional e Bovespa

Acredite se Puder / 17:27 - 27 de jun de 2001

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Na semana passada, Humberto Casagrande e Raymundo Magliano Filho assinaram convênio para integrar as reuniões com empresas promovidas pela Abamec ao segmento do Novo Mercado. A partir dessa iniciativa, as apresentações de companhias listadas no Novo Mercado ou de empresas do Nível 1 e do Nível 2, realizadas pelas regionais em todo o país, serão reconhecidas como divulgação de informações sobre sua situação econômico-financeira, perspectivas e projetos. Procedendo dessa forma, as companhias que realizarem reuniões com os analistas do mercado de capitais cumprirão os regulamentos de listagem do Novo Mercado e de Práticas Diferenciadas de Governança Corporativa estabelecidos pela Bovespa para o novo segmento. Saudável a iniciativa do presidente da Abamec Nacional de estabelecer o convênio com a Bovespa. Não em relação a divulgação de informações, pois desde a criação da associação, a Gerência de Mercado de Capitais e posteriormente a Comissão de Valores Mobiliários reconheceram que as informações prestadas nas reuniões não poderiam ser consideradas com a divulgação de informações privilegiadas. Mas pela possível obrigatoriedade agora criada para que as empresas abertas tenham que realizar encontros com a comunidade. Resta saber que tipo de punição terão aquelas, que não são poucas, que não gostam e nem querem fazer qualquer tipo de revelação do seu desempenho. A novidade, no entanto, é que as reuniões serão abertas a qualquer interessado, independentemente de ser associado da entidade e isento de qualquer custo, desde que faça a inscrição com antecedência de 48 horas na sede da regional onde será realizado o encontro. O Novo Mercado Uma das bandeiras dos analistas brasileiros é a transformação das ações preferenciais em ordinárias. O Novo Mercado da Bovespa negocia apenas os papéis com direito a voto. Uma rápida análise nos 12 que compõem o novo índice revela que por enquanto haverá maior liquidez e consequentemente a concentração nas ações de apenas três companhias: a) Bradesco, que possui a maior quantidade de acionistas do país, tem 29,87% das ordinárias em poder dos minoritários, o que significa algo em torno de 219,5 bilhões de ações; b) Bradespar, empresa na qual os minoritários tem participação de 32,16% no capital votante, ou seja, pouco mais de 178,4 bilhões de papéis; c) Globo Cabo que, apesar dos minoritários possuírem apenas 3,51% dos papéis com direito a voto, isso significa mais de 42,5 bilhões de títulos. As seguinte ações deverão ter liquidez reduzida: a) Itausa que, apesar de ter 67,11% do capital votante em poder dos minoritários, isso significa 756,6 milhões de ordinárias; b) Unibanco, tem 2,57 bilhões de ordinárias em poder do público, o que representa apenas 3,41%; c) Unibanco Holdings, os minoritários têm 8,14%, ou seja, pouco mais de 3 bilhões de ações ordinárias; d) Sadia, a participação votante dos minoritários é de 72,22%, mas são apenas 185,6 milhões de ações; e) Perdigão, os minoritários têm 3,57% das ordinárias, ou seja, 553,6 milhões de ações; f) Gerdau, na qual 10,94% do capital com direito a voto é representado por 3,99 bilhões de ações. As demais têm quantidade muito pequena de ações que não pertencem ao controle e por essa razão quase não terão negociação.

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