O Brasil registrou a abertura de 859 mil micro e pequenas empresas em 2023, uma alta de 6,62% em relação ao ano anterior, quando foram criados 805,6 mil empreendimentos. Os números apontam para uma média de 2,3 mil novos negócios desse porte abertos por dia, segundo levantamento do Sebrae com base no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) da Receita Federal.
No caso das novas microempresas, categoria que fatura até R$ 360 mil por ano, o salto foi de 674,5 mil para 715 mil, de 2022 para 2023. Já as novas empresas de pequeno porte, cujo faturamento anual vai de R$ 360 mil ao teto de R$ 4,8 milhões, passaram de 131 mil para 143,7 mil no mesmo período. Juntas, microempresas e empresas de pequeno porte formam as chamadas micro e pequenas empresas.
Na análise temporal mais longa, é possível ver o incremento sustentável de micro e pequenas empresas no Brasil. Em 2019 foram abertas 490 mil microempresas e 89 mil empresas de pequeno porte, contra 715 mil microempresas e 143 mil empresas de pequeno porte no ano passado, o que representou aumentos de 45,80% e 60,50%, respectivamente.
Segundo o levantamento do Sebrae, a abertura de novos microempreendedores individuais ficou estável, caindo 0,9 % em comparação com 2022, o que é considerado uma acomodação sem relevância estatística. Foram 2.908.104 novos microempreendedores individuais em 2023, ante 2.933.809 em 2022. Somando os microempreendedores individuais às micro e pequenas empresas, o total de novos pequenos negócios abertos no Brasil chegou a 3,77 milhões no ano passado. Isso representa 96% do total de empresas, incluindo as de médio e grande porte, criadas no país em 2023.
Em 2023, as atividades que registraram o maior volume de novos negócios estavam no setor de Serviços, englobando nove das dez classes com a maior abertura de empresas durante esse período. O principal destaque foi atividades de atenção ambulatorial executadas por médicos e odontólogos, liderando a abertura de MPE com um total de 48.782 novas empresas em 2023, representando 5,68% do total de microempresas e empresas de pequeno porte criadas nesse período. Juntas, as TOP 10 classes CNAE somam 277.449 novas MPE abertas no ano passado, correspondendo a 32,3% do total.
Ainda segundo o Sebrae, em termos financeiros, o grau de endividamento das MPEs participantes caiu para 58%. Já a margem líquida, principal indicador sobre a situação financeira das organizações, também apresentou melhorias; saindo de -2% – ou seja, sem a geração de lucros – para 16%, um crescimento de 18%. Por fim, o faturamento médio cresceu 7%.
O índice de competitividade, medido por meio metodologia microempresas, também apresentou uma evolução expressiva. Na primeira medição, no início do programa, marcava 3,78, e agora obteve um avanço de 75%, atingindo a marca de 6,61 pontos. O indicador acompanha o desempenho competitivo das micro e pequenas empresas em nove dimensões: liderança; estratégia e planos; clientes; sociedade; informações e conhecimento; pessoas; processos; controle e resultados; e desempenho no período.
O número é obtido por meio das somas dos pontos obtidos em cada uma delas. Os empreendedores tiveram aumento ainda em oito das nove categorias, com destaque para Estratégias e Planos, que teve um aumento de 181,6% (nota 2,4 ante 6,7), Resultados, com crescimento de 136,4% (nota 2,1 contra 4,9), e, por fim, Processos, com aumento de 99,11% (nota 3,2 ante 6,5).

















