A companhia de energia alemã E.ON teve de defender seu avanço em mercados emergentes fora da Europa, após acionistas criticarem os planos, principalmente no Brasil, e pedirem que a empresa guarde dinheiro, depois de enormes baixas contábeis com ativos europeus nos últimos anos. Christoph Ohme, gestor de portfólio do fundo de investimento DWS Investment, do Deutsche Bank, alertou a empresa a não pagar um preço caro demais por sua expansão. Juntamente com outros acionistas, apontou para os grandes prejuízos que a companhia contabilizou após adquirir ativos na Itália, Espanha e Franças nos últimos anos.
Esses ativos foram adquiridos por mais de 10 bilhões de euros, mas a E.ON teve de realizar baixas contábeis que totalizaram quase metade desse valor, atribuindo isso a mudanças na regulamentação, além de projeções econômicas piores.
O executivo-chefe da E.ON, Johannes Teyssen, insistiu que a estratégia de expandir a companhia para mercados emergentes é correta, porque esses mercados oferecem taxas de crescimento muito maiores do que os saturados mercados europeus. Este ano a E.ON anunciou planos de formar uma joint venture com a companhia brasileira MPX Energia, para desenvolver até 11 gigawatts de capacidade de geração de energia no Brasil e no Chile. Anteriormente, a companhia alemã tinha afirmado que Brasil, Turquia e Índia eram mercados atraentes.
O interessante é observar que nas companhias norte-americanas e européias, os acionistas são valorizados e suas opiniões são respeitadas. Aqui no Brasil, aí daquele que resolver se manifestar nas assembléias que é o local apropriado para isso: quando resolve falar, vai ser quase agredidos pelos majoritários.
Cosan compra parte da Comgás
A Cosan assinou um memorando de entendimentos com o BG Group para comprar sua participação de 60,1% na Comgás pelo montante de R$ 3,4 bilhões. A fatia do grupo britânico na Comgás equivale a 73,4% das ações ordinárias e 11,8% das preferenciais.
A companhia do ramo de açúcar e etanol comentou que espera assinar em breve o contrato definitivo de venda de ações com o BG Group. O negócio está sujeito à aprovação do sócio do grupo na Comgás, que é a maior distribuidora brasileira de gás natural canalizado.
A Cosan notificará as autoridades regulatórias dentro do prazo legal para obtenção das autorizações necessárias.
Ideiasnet conclui venda de parte da Spring Wireless
A Ideiasnet concluiu a operação na qual alienou 4,10% de sua participação de 4,98% na Spring Wireless, Inc. para a Industry Ventures Fund VI, L.P. baseado em um valor de empresa de R$ 329 milhões. O valor recebido representa 2,6 vezes o valor investido e um retorno de 19,6% para a companhia.”
Lufthansa anuncia corte de 3.500 empregos
A Deutsche Lufthansa cortará 3.500 empregos administrativos, ao mesmo tempo em que aprofunda seu corte de gastos para mitigar a alta dos preços dos combustíveis das aeronaves, a concorrência acirrada, e os crescentes impostos sobre o transporte aéreo em alguns dos seus principais mercados.
A Lufthansa reportou um prejuízo maior que o esperado, de 397 milhões de euros, no primeiro trimestre, atribuindo o declínio do lucro ao aumento dos preços dos combustíveis, greves no aeroporto de Frankfurt, seu principal hub, e impostos sobre o tráfego aéreo na Alemanha e na Áustria. A companhia aérea alertou que os custos de reestruturação pesarão sobre seus resultados financeiros neste ano, particularmente na Austrian Airline, sua unidade austríaca, que poderá ser vendida se não conseguir melhorar os resultados.
Em banho-maria
A montadora alemã BMW colocou em modo de espera seu plano de construir uma nova fábrica no Brasil, após mudanças na regulamentação no país. Segundo o executivo-chefe Nobert Reithofer, a decisão sobre a nova unidade precisa ser “mutuamente benéfica”, ou seja, para a empresa e o país, mas a compan ainda se vê em um “bom caminho para chegar a uma decisão sobre a fábrica no Brasil, mas o cronograma para a instalação da nova unidade continua incerto.















