Ações estão caras, alertam pesos pesados de Wall Street

Trump: 'Todos devem ter a noção de que existem aqueles que apostam forte na quedas das bolsas para obter grande lucros'.

Acredite se Puder / 18:57 - 14 de mai de 2020

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Investidores peso pesados do mercado de ações norte-americano como Stanley Druckenmiller e David Tepper se juntaram aos gestores Bill Miller, Paul Singer e Paul Tudor Jones nas recentes declarações sobre a fragilidade da recuperação econômica e são unânimes num ponto: o nível das cotações das ações está em nível elevado, deixando-as sobrevalorizadas. Esse posicionamento, no entanto, não impediu o S&P500 de acumular ganho de 26% desde os mínimos de março. Até o presidente dos Estados Unidos entrou nesta discussão, acusando os pessimistas de quererem lucrar com a queda das bolsas. Trump escreveu no Twitter que “todos devem ter a noção de que existem aqueles que apostam forte na quedas das bolsas para obter grande lucros. Depois ficam otimistas, ganham exposição midiática e fazem o mercado subir. Assim, ganham duas vezes”.

Nesta semana, Druckenmiller afirmou que é uma “fantasia” a ideia da recuperação da economia assumir a forma de V, ou seja, rápida após a pandemia abrandar. Na quarta-feira, Tepper disse na CNBC que na Nasdaq são várias as companhias com avaliações “loucas” e que, depois de 1999, esta é a segunda vez que as ações estão muito caras. Acontece que no final de março, o agora pessimista comandante do hedge fund Appalosa declarou que, por causa dos preços, estava comprando ações de empresas tecnológicas e cuidados de saúde. Leon Cooperman, administrador da Omega Advisor, estima que os gastos do governo para combater a pandemia vão resultar em aumento de impostos e regulação, prevendo desvalorização acima de 20% no S&P500. Tudor Jones, da Tudor Investment, disse aos clientes, no início de maio, que estava aumentando as posições em ouro e outros ativos de refúgio, enquanto Carl Icahn revelou que não investia em ações, pois buscava acumular liquidez. Crispin Odey, fundador da Odey Asset Management, apenas falou “nada vai ficar imune ao abrandamento da economia e se quiserem comprar as suas ações favoritas, vão em frente, mas saibam que estão do lado errado da história”.

Paul Singer, fundador da Elliott Management, em meados de abril, na ocasião que as cotações estavam subindo, preveniu seus cientess que as perspetivas para as ações eram desastrosas. Face aos máximos registrados em fevereiro, Singer estimou uma queda de 50% nas ações globais. Pelo visto, todos têm razão. Trump nas suas críticas e esses pesos pesados que possuem poder de fogo para fazerem as ações subirem ou descerem. Só que o dinheiro não é deles, mas de milhões de investidores.

 

Resultado não mexe com ações da Via Varejo

Para os analistas do Bradesco BBI o balanço do 1º trimestre da Via Varejo, controladora da Casas Bahia e Ponto Frio, foi positivo, pois o resultado mostrou forte crescimento de 50% e que ficou 8% acima das suas estimativas, apresentando como destaque a melhora na lucratividade, de 350 pontos-base na margem bruta, e a expansão de 45% do comércio eletrônico. A empresa apresentou lucro de R$ 13 milhões, invertendo um prejuízo de R$ 50 milhões, com R$ 2,1 bilhões no caixa líquido. Para a equipe de análise o fato de ter conseguido manter, com o comércio eletrônico, 70% do volume de vendas de um mês pré-pandemia, mostra que a operação do segmento realmente deslanchou e vai incomodar a concorrência A escala de aceleração das vendas online da Via Varejo continuou em abril e é mais forte que a de outras empresas. Ressaltam que a Via Varejo tem uma dívida de R$ 1,5 bilhão que vence no 3º trimestre e pode adiar o pagamento, mas se quiser tem caixa para pagar.

Nada mudou a convicção dos técnicos do banco que mantiveram a recomendação acima da média de mercado, com preço-alvo de R$ 9 para a ação em 2020, uma queda de mais de 2% sobre a cotação atual. O pitoresco é que os analistas do Itaú BBA além da recomendação acima da média de mercado, fixaram o preço-alvo em R$ 13, com possibilidades de ganhos em torno de 42%.

 

SulAmérica apresentou fraco resultado

O lucro da SulAmérica caiu 64,3% no primeiro trimestre deste ano para R$ 79,7 milhões e sobre o anterior, a queda foi de 82,4%. Para a XP Investimentos, os resultados foram fracos, com o lucro 68% abaixo das previsões e consequência de menores receitas; maior sinistralidade; e menor resultado de investimento. O lucro antes do imposto foi ainda mais fraco, 77% abaixo do esperado em R$ 87 milhões, uma vez que a alíquota efetiva de imposto no trimestre foi inesperadamente baixa. Destaca que a seguradora decidiu iniciar um programa de recompra de ações que pode atingir 3,55% dos papéis em circulação no mercado no fim de abril. E embora o resultado tenha sido efetivamente negativo e esperam reação negativa. Apesar disso, a equipe de análise da instituição tenha comportamento positivo com os projetos de longo prazo. Com a recomendação de compra estabeleceram preço-alvo de R$ 47.

 

Pego com a boca na botija

O CEO da multinacional chinesa de tecnologia Xiaomi, Lei Jun, foi flagrado usando um iPhone. Os internautas capturaram o descuido do executivo por meio de uma publicação na plataforma de mídia social chinesa Weibo, relatou o site local GizmoChina. Jun é co-fundador da Xiaomi.

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