Ações podem proporcionar bons ganhos no 2º semestre

Valorização de até 28%, com bolsa voltando aos 94 mil pontos.

Acredite se Puder / 18:12 - 30 de mar de 2020

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Por causa da expectativa do forte impacto da crise do coronavírus nos lucros, a XP Investimentos, o Bank of America, o Morgan Stanley, o Itaú BBA e o JPMorgan reduziram as projeções para o Ibovespa no final deste ano. Porém, todas essas casas de análise aguardam uma reação em relação ao fechamento do pregão da última sexta-feira. A XP, por exemplo, baixou a estimativa do Ibovespa de 132 mil pontos para 94 mil pontos, mas admite que existe potencial de valorização de 28%. O Bank of America cortou a projeção de 130 mil pontos para 87 mil pontos, mas espera ganhos de 18,5%. Anteriormente, o Morgan Stanley diminuiu a expectativa de 125 mil pontos para 85 mil pontos; o Itaú BBA passou de 132 mil pontos para 94 mil pontos, enquanto que a revisão mais pessimista foi a do JPMorgan, de 126 mil para 80.500 pontos.

 

BofA prevê alta de 10% em 2021

No relatório do BofA, o economista David Beker destaca que, neste ano, deverá haver uma contração de 9% no lucro das empresas brasileiras, mas um crescimento de 10% no próximo. O cenário-base da instituição prevê recessão profunda, mas de curta duração, com a atividade econômica normalizando no fim do ano. A projeção otimista do banco americano vê o Ibovespa a 100 mil pontos, com potencial de alta de 36,2%, enquanto na estimativa pessimista, o índice cai para 63 mil pontos, com uma desvalorização de 14,2%. Para o estrategista do BofA, no entanto, o mercado brasileiro atualmente precifica uma contração de 21% no lucro das empresas.

 

XP chama atenção para baixas antes da alta

Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP, por sua vez, prevê projeção do índice em múltiplo de 10,7 vezes o preço sobre o lucro projetado para 2021, abaixo da média histórica de 12,5 vezes e o pico recente de 14 vezes. Mesmo com a projeção para o final do ano acima dos 90 mil pontos, destaca ser importante não abandonar a hipótese de que é possível que novas baixas vão acontecer no curto prazo, antes que o índice aponte para uma recuperação no segundo semestre. O índice poderá chegar a 60 mil pontos caso o mercado repetir a média registrada em recessões globais passadas, o que seria equivalente a uma baixa de 18%.

 

Klabin paga R$ 330 mi por IP

Por R$ 330 milhões, a Klabin comprou a operação de embalagens e papelão ondulado da International Paper no Brasil, que tem capacidade de produzir 305 mil toneladas anuais e suas vendas representam 6,6% do market share brasileiro desse tipos de produtos. A Klabin vai utilizar recursos próprios e pagará R$ 280 milhões no fechamento da transação e R$ 50 milhões após um ano. Os analistas do Bradesco BBI consideram que a aquisição foi em linha com a estratégia da Klabin para aumentar sua lucratividade no Brasil, além de ganhar mercado, que será elevado de 17% para 24% no market share de papelão ondulado, acima da segunda do setor, a WestRock, com 9%. A Klabin também avança em regiões onde é pouco presente, como o Centro-Oeste do país. Os técnicos destacam que a companhia mantém os seus investimentos de R$ 3,8 bilhões no projeto Puma II em 2020, o que pode continuar a pressão no endividamento da empresa. Por isso, mantiveram a nota Neutra para as ações, com preço-alvo em R$ 21, com potencial de alta de 40%.

 

Credit não sentiu firmeza na Eletrobras

Para o Credit Suisse, o lucro líquido e a equivalência patrimonial da Eletrobras mais do que compensaram os resultados financeiros mais fracos, pois no quarto trimestre os resultados tiveram o impacto de itens não recorrentes, com o Ebitda sofrendo com provisões como impairments, empréstimo compulsório e gastos com programa de demissões. No exercício, contudo, a estatal teve um impacto positivo no lucro líquido pela reversão do crédito tributário e melhoria na equivalência patrimonial. Destaca a queda na dívida líquida para R$ 21 bilhões e redução na alavancagem, de 1,8 vezes (1,8x) no terceiro trimestre para 1,6 vezes (1,6x) no quarto.

 

Cosan pode proporcionar ganhos de 28%

Para o Itaú BBA, a Cosan passou de empresa de etanol e açúcar para um dos maiores grupos independentes de energia e logística do Brasil. Assim, iniciou a cobertura com a classificação de acima da média do mercado e preço-alvo de R$ 72 com potencial de valorização de 28%.

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