Acorda, Cabral!

Depois da sua débil atuação na Câmara dos Deputados em defesa dos royalties do petróleo para o estado, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), continua a manter uma ação de baixa intensidade política em relação ao Senado. Em vez de retomar as discussões a partir do relatório do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que não tocava nos recursos já incorporados ao orçamento dos estudos e dos municípios produtores e propunha uma redivisão razoável dos recursos do pré-sal com os não-produtores, Cabral continua a apostar tudo no veto do presidente Lula.

(Bom) Efeito colateral
A retaliação contra os subsídios concedidos pelos Estados Unidos a produtores e exportadores de algodão poderá reduzir o preço dos medicamentos no Brasil. De acordo com o consultor João dos Santos Bizelli, gerente de importação do Grupo Aduaneiras, a retaliação cruzada – que envolve direitos de propriedade e royalties – pode influir no preço dos produtos, uma vez que tira o custo dos valores relativos aos direitos de propriedade industrial. “A quebra de patentes também levaria ao Brasil produzir um determinado remédio, fato que aumentaria a concorrência”, disse Bizelli.

Razõe$
A afirmação, que confirma observação já feita pela secretaria da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lythia Spindola, ajuda a explicar, e muito, as razões dos arreganhos da indústria farmacêutica instalada no país, bem como de seus reverbadores na imprensa tupiniquim.

Retorno à produção
O governo francês resolveu priorizar o crescimento industrial, para garantir o cumprimento da meta de aumento de 25% na produção da indústria francesa até 2015. O presidente Nicolas Sarkozy tem alertado para o risco de “desindustrialização” do país e afirma que, na França, há falta de inovação, baixos investimentos, excesso de terceirização por parte das grandes empresas, assim como uma inadequada política social e salarial, a qual não mantém o passo com as políticas adotadas nos países vizinhos na Europa. O resultado de tudo isso, enfatizou, é que a indústria francesa se tornou menos competitiva.

Bolsas
O BG Group patrocina 14 bolsas de estudos do Programa Chevening, da Universidade de Cambridge, para cursos de pós-graduação no Reino Unido. Os cursos têm um ano de duração. As inscrições terminam no próximo dia 31 e as aulas terão início no segundo semestre de 2010. O formulário para inscrição pode ser obtido pelo endereço www.admin.cam.ac.uk/offices/gradstud/admissions/forms/graduate_appl ication_pack_2010-11.pdf. As bolsas oferecidas cobrem taxas da universidade, passagem aérea e uma quantia mensal para o sustento do estudante.

Em defesa do pré-sal
Entidades e movimentos sociais realizam, nesta segunda-feira, às 18h, no auditório do Clube de Engenharia, no Centro do Rio de Janeiro, grande ato em defesa do pré-sal. A manifestação é organizadora é formada, além do Clube de Engenharia, por Conselho Regional de Arquitetura e Engenharia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), Sindicato do Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ), UNE, Movimento em Defesa da Economia Nacional (Modecon), Frente Nacional dos Petroleiros (FNP), Federação Única dos Petroleiros (FUP), Sindicatos dos Engenheiros do Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), entre outras.

O petróleo é nosso
O objetivo é barrar a continuação dos leilões do petróleo e do gás brasileiros – também previstos no contrato de partilha, apesar dos avanços da nova regulação – realizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e defender a volta do monopólio estatal do petróleo, sob o comando de uma Petrobras 100% estatal e pública.

Geologia
O Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam) do Rio de Janeiro aprovou a liberação de R$ 2,5 milhões para a implantação do Núcleo de Prevenção e Análise de Desastres Geológicos do Departamento de Recurso Minerais (DRM) e do Centro de Riscos Geológicos do Estado do Rio de Janeiro. A medida fortalece um setor especializado em geologia e geotecnia, importante para uma ação coordenada do estado em relação a riscos geológicos.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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