Acordo entre Mercosul e UE prejudica Brasil

Lula quer assinar acordo entre Mercosul e UE em meio ao tarifaço de Trump, mas acerto é prejudicial aos interesses brasileiros.

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Presidente dos países da região dão às mãos a presidente da Comissão Europeia, celebrando o Acordo Mercosul-UE
Negociação do Acordo entre Mercosul e UE - 2024 (foto de Ricardo Stuckert, PR)

O governo Lula anseia assinar até o próximo sábado o acordo entre Mercosul e UE. O tarifaço realizado por Donald Trump acabou elevando a importância da parceria comercial entre os países da América do Sul e da Europa. Mas isso não é motivo suficiente para o Brasil aceitar um acordo que prejudica nossas indústrias e apenas acena com ampliação do mercado para o já mais que beneficiado agronegócio.

Não à toa, Alemanha e Suécia são 2 dos países da União Europeia que mais se esforçam para a conclusão do acordo entre Mercosul e UE. Acossadas pela maior competitividade da China e pelas tarifas dos EUA, as indústrias europeias veem com bons olhos a abertura de um mercado de quase 300 milhões de habitantes e que equivale à 5ª economia do mundo.

A Volkswagen fechou, nesta terça-feira, sua primeira fábrica na Alemanha em 88 anos. A crise é fruto de decisões econômicas e políticas equivocadas dos países europeus, agravadas pelas sanções à Rússia impostas pelos Estados Unidos.

Por outro lado, são os países sob maior pressão dos agricultores que resistem ao acordo. França, Polônia e Itália são favoráveis ao adiamento da formalização e defendem modificações nas cláusulas de salvaguarda já negociadas.

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A embaixadora Gisela Padovan, secretária para a América Latina e o Caribe do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, afirmou nesta segunda-feira (15) que, apesar da pressão de alguns países europeus, há sinais de que a assinatura poderá ocorrer no próximo fim de semana. De lá para cá, porém, a UE renovou exigências e colocou em dúvida a assinatura no sábado, durante a Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, que será realizada em Foz do Iguaçu (PR).

De janeiro a novembro de 2025, o intercâmbio do Brasil com os demais países do Mercosul somou US$ 40,7 bilhões, com superávit de US$ 6,9 bilhões. O Brasil exporta majoritariamente veículos de passageiros e mercadorias, produtos da indústria de transformação e minério de ferro.

“O Brasil mantém o otimismo”, disse Padovan, reconhecendo que pode haver atraso na aprovação pelos órgãos europeus, mas que o importante é concluir as negociações que se arrastam há 26 anos.

A negociação do acordo começou no governo FHC e prosseguiu nos governos Lula 1 e Lula 2. Pode ser fechado no governo Lula 3, e o que mais impressiona é a ausência, em um governo dito progressista, de uma defesa mais efetiva dos interesses nacionais, especialmente da indústria.

Por incrível que pareça, a esperança dos brasileiros em um adiamento do acordo repousa nas mãos de Macron (França) e Meloni (Itália).

Golpe

A presidente de Honduras, Xiomara Castro, denunciou uma tentativa de ruptura constitucional que estaria sendo tramada pelo ex-presidente Juan Orlando Hernández, que havia sido condenado nos EUA a 45 anos de prisão por tráfico de drogas, mas foi solto após ser perdoado pelo paladino do combate às drogas Donald Trump.

A ameaça de golpe se dá em meio à infindável apuração das eleições presidenciais em Honduras, que se arrasta há 2 semanas, em que sobram suspeitas de manipulação a favor do candidato preferido de Trump, Nasry Asfura.

Alemanha contra palestinos

Israel anunciou nesta quarta-feira que a Alemanha aprovou uma expansão de um acordo já existente para a compra do sistema de defesa antimíssil Arrow 3 de Israel, adicionando cerca de US$ 3,1 bilhões ao acordo.

Enquanto isso, o país de Bibi Netanyahu segue bombardeando a Palestina.

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