Adiado

A Secretaria Estadual de Transportes, atendendo a pedido do Tribunal de Contas do Estado (TCU), adiou as datas previstas para a implantação da Linha 3 do metrô, no trecho que ligará Niterói a São Gonçalo. A entrega dos documentos de habilitação ao grupo executivo pelas empresas interessadas em participar da licitação, antes prevista para hoje, passou para o próximo dia 18 de abril. Com isso, o leilão também foi adiado do dia 18 de abril para 30 de maio. A homologação do consórcio vencedor está marcada para 18 de junho e a assinatura do contrato para 31 de julho.
Candidatos
O grupo executivo formado pela Secretaria de Transportes para conduzir o processo de implantação da Linha 3 do metrô já tinha alterado as datas iniciais a pedido de empresas interessadas na licitação, que solicitaram mais tempo para preparação do leilão.
O edital da Linha 3 custa R$ 1,5 mil e foi comprado por 23 empresas: Carioca, Adtranz, RATPI, Siguape, OAS, Opportrans, Auto Viação 1001, T”Trans, Camargo Correa, Alston, CNO, Siemens, Construcap, Via Engenharia, Mitsui, Mendes Júnior, Modern Continental, Queiroz Galvão, Inepar, Fetranspor, Obrascon, Ferrostaal e Galvão Engenharia.

De fora
O morador do Estado do Rio de Janeiro que tentou fazer perguntas ao senador Antonio Carlos Magalhães – o entrevistado do último domingo do programa Passando a Limpo, na Rede Record de Televisão – pelo telefone (11) 3612-4076 foi obrigado a ouvir repetidas vezes as mensagens de “número ocupado” ou “não é possível completar a ligação”. O estranho é que mesmo horas após o término da entrevista, de madrugada, quando pressupõe-se que poucas pessoas liguem para uma estação de televisão, o telefone continuava ocupado. O resultado foi uma sucessão de perguntas vindas da Bahia, para deleite do senador.
Para a torcida
Na entrevista a Boris Casoy, como de costume, ACM rugiu muito mas avançou pouco. De novidade, algumas revelações sobre possíveis falcatruas no DNER. O senador baiano defendeu a CPI da Corrupção e disse que vai assinar o pedido de instalação; em seguida, jogou um balde frio nas expectativas de quem espera que a corrupção no governo federal seja investigada: ACM acha que a CPI não sai, porque os líderes dos partidos governistas – PFL incluso – já declararam que vão bombardear o pedido. Ficou a impressão de que o senador, que evitou uma comissão de inquérito parecida quando presidia o Senado, vai assinar o requerimento justamente porque são pequenas as chances de a CPI sair…

Desabafo
O procurador Luiz Francisco de Souza teria desabafado com seus colegas, após tantos dias de pressão. Mensagem que circulou através do correio eletrônico da Procuradoria fala que os donos dos jornais estão “a serviço do Palácio, do grupo carlista e de outros. Estão aproveitando a situação (entenda-se, o caso das fitas) para estraçalhar e destruir totalmente a minha credibilidade, meu nome e o que posso fazer no futuro contra a corrupção”.

Conveniente
Muito conveniente a aparição de uma testemunha de como foi “montado” o Dossiê Cayman. Apesar disso, membros “top” do PFL confirmam, em círculos íntimos, a existência de sobras de campanha tucana no paraíso fiscal.

Atentado
“O presidente atentou contra a dignidade da maioria dos parlamentares ao bradar textualmente que exige total fidelidade àqueles que estão no governo”. A opinião é do senador Jefferson Peres (PDT-AM), para quem Fernando Henrique também foi infeliz ao dizer “aqueles congressistas que quiserem ser independentes que o sejam em casa”. A análise do senador é a de que o presidente da República adotou um discurso antidemocrático.

Constituição
Ao explicar porque quer tratamento igual nos critérios de endividamento entre os estados e municípios, o prefeito Cesar Maia lembra que a atual Constituição Brasileira, da qual foi co-autor como constituinte, no seu primeiro artigo cria uma novidade, que é a paridade constitucional entre estados e municípios. Assim sendo, as regras de renegociação dos estados são constitucionalmente extensivas aos municípios. “Por isso é que peço que se aplique a Constituição”, afirmou.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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