Advinha quem vai sair perdendo no Equador?

FMI vai ajudar a implantar plano econômico para desfazer estragos da dolarização.

O Equador vai implantar um plano econômico tutelado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Apesar das fortes conquistas em termos de crescimento na economia e redução da desigualdade social, o país não conseguiu se livrar da faca de dois gumes que é a dolarização da economia.

Com a moeda norte-americana se fortalecendo, o Equador perde competitividade, apesar de elevar os ganhos com o petróleo, do qual o país ainda é fortemente dependente.

O plano econômico não difere muito da receita do FMI, apesar de o Equador não apresentar a economia quebrada como a Argentina. Anna Ivanova, chefe da missão do FMI, explica que será necessário implantar políticas que permitam uma desvalorização interna em busca de competitividade e aumento da produtividade, com otimização da massa salarial.

Traduzindo do economês: como os preços dos produtos em dólar não podem ser alterados, pois são mundiais, será realizado um arrocho salarial, único preço da economia que é somente local.

A fórmula, claro, passa por “flexibilização” do mercado do trabalho e redução das regras que afetam o mercado financeiro.

 

Jogo da dívida

De 2015 a janeiro de 2019, a parcela da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) detida por investidores estrangeiros desabou de 21% para 12%. A queda dos juros, diminuindo a atratividade dos ganhos, assim como a desvalorização cambial, ajudam a explicar, parcialmente esta queda. A Mapfre Investimentos atribui culpa à perda do grau de investimento, no segundo semestre de 2015, o que afasta alguns fundos internacionais.

O prazo médio da dívida interna foi encurtado em 11%, e a parcela da dívida indexada a títulos pós-fixados aumentou de 20% para 38%.

 

Tarefa para o contribuinte

O Tribunal de Contas da União (TCU) dá razão aos contadores de que a implantação do eSocial Empresas aumenta o trabalho destes profissionais. O órgão realiza fiscalizações para determinar como o excesso de burocracia do Estado afeta o setor produtivo.

No caso do sistema que unifica as informações trabalhistas prestadas pelo empregador, “o programa apresenta deficiências em sua implantação, com atualizações intempestivas de versões, e entrega dos ambientes de desenvolvimento com pouca antecedência”, critica o TCU.

Além disso, os novos requisitos demandados pelo eSocial criaram necessidade de ampliação do número de funcionários nas empresas e a contratação de consultores, especialistas e serviços de treinamento.”

O Estado transfere suas obrigações para o contribuinte, que não ganha nada diretamente com isso, ao contrário, tem aumento de despesas com a burocracia.

 

Alô, Trump!

Será que a ajuda humanitária dos EUA já chegou a Moçambique?

 

Rápidas

Engenheiro da Petrobras, ex-secretário estadual do Rio de Janeiro, atual diretor da Alerj, Wagner Victer tomou posse nesta segunda-feira como conselheiro vitalício do Clube de Engenharia, em função das seis eleições consecutivas *** A Unisuam realiza, nesta quinta, às 18h30, a mesa-redonda “Conjuntura brasileira e os impactos na vida das mulheres”. Será na Unidade: Bonsucesso (Av. Paris, 84) *** Café Filosófico da Faculdade de Medicina de Petrópolis promove o 1º Encontro de Saúde Espiritual, neste sábado, com entrada franca *** A Marinha abriu inscrições para concursos públicos para o Quadro Técnico e o Quadro Complementar do Corpo da Armada e de Fuzileiros Navais *** A Comissão de Relações Internacionais da OAB/RJ, em parceria com o Instituto New Law, realizará nesta sexta-feira a palestra “A profissão jurídica na era da globalização – Reflexões de Harvard”, com a presença do vice-reitor da Faculdade de Direito de Harvard, David Wilkins, e da diretora jurídica da Cyrela, Rafaella Carvalho. A palestra será das 11h às 13h, na sede da OAB/RJ. Inscrições: oabrj.org.br/eventos.html *** Jovens e adultos da Região Portuária que planejam chegar à universidade, mas sem condições de pagar um curso pré-vestibular, têm a chance de se preparar para provas no Providenciando o Futuro. As aulas serão aos sábados, das 8h30 às 17h. Informações: [email protected] *** Apresentar caminhos para quem deseja conhecer melhor e trabalhar com startups, indústria de private equity e venture capital é a proposta de oficina nesta quarta-feira, na sede da FGV, em Botafogo. Dentre os palestrantes, gestores de empresas como Brookfield e Vinci Partners. Inscrições: fgv.br/eventos-nucleo-rio

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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