“Adviser”

Babalorixá leitor da coluna revela, em primeira mão, previsão sobre o futuro profissional do ex-ministro Antonio Palocci: vai virar consultor financeiro. Nosso adivinhador ressalta que sua convicção se baseia em fonte mais forte do que algum dom especial: a trajetória dos integrantes da equipe econômica que se mantém no poder há cerca de 15 anos. Ele ressalva, no entanto, que a concretização da previsão está condicionada à necessidade de Palocci se livrar dos problemas com a Justiça. Caso contrário passaria a ter atividades, digamos, mais internas.

Sem sintonia
A fragorosa derrota do governo Chirac, obrigado sob a pressão da voz rouca das ruas a retirar o Contrato de Primeiro Emprego (CPE), não foi seguida por um aumento significativo do apoio da população ao principal partido da oposição, o Partido Socialista Francês (PCF) – equivalente local, guardadas as devidas considerações históricas, ao PT. Ao contrário, os franceses consideram que também esse tipo de oposição não oferece alternativas concretas à redução do desemprego.
Da mesma forma, a apertada vitória da coligação encabeçada por Romano Prodi sobre o calamitoso governo Berlusconi se deveu, em grande medida, ao casuísmo montado pelo próprio primeiro-ministro derrotado e que acabou vítima do seu próprio veneno.
Esses movimentos, na aparência contraditórios, longe de apontarem uma esquizofrenia do eleitorado, são indicadores de uma lucidez possível diante dos escassos mecanismos de circulação da informação não-contaminada pelo viés ideológico do neoliberalismo. Dentro da condições que lhe são oferecidas, os povos de todo o mundo, dos quais o francês e o italiano são ilustrativos, defendem seus direitos, dizendo um estrondoso “não” a governos neoliberais. Ao mesmo tempo, sinalizam sua resistência a renovar seu apoio a oposições que, quando no poder, adotaram programas e medidas antagônicos às promessas eleitorais. Ou, em linguagem mais popular, não estão à altura do clamor por mudanças vindo das ruas.

Contracorrente
Embora ainda cedo para que se materializem as transformações prometidas, as eleições na Bolívia e no Peru já prestaram serviço inestimável: estão provocando urticárias em colunistas de economia acostumados a repetir os mantras sobre as vantagens dos “sólidos fundamentos macroeconômicos” dos governos da América Latina que insistiram em manter seus países atrelados às políticas do FMI. Nenhum dos governantes derrotados conseguiu sequer levar seu candidato ao segundo turno.

Candidato
A direção do PP no Rio de Janeiro se reúne às 15 horas da próxima segunda-feira, no Hotel Glória, para lançar a candidatura do deputado federal Francisco Dornelles ao Senado.

Âncora
Na avaliação da Fecomércio do Rio, a deflação da primeira prévia de abril do IGP-M pode ser creditada a dois fatores: queda no preço do álcool e o bom comportamento dos preços agrícolas e industriais, ajudado pela forte valorização do real, 8,5%, acumulada desde janeiro. Ou seja, a âncora cambial segura os preços para viabilizar a reeleição de Lula – filme já visto, com outro protagonista e final infeliz.

Ousadia
A Fecomércio prevê que IGP-M feche o ano com variação de 3% e defende que, com isso, o Copom reduza em um ponto percentual a taxa de juros básica na próxima semana.

Filosofia
O livro Dicionário de Filosofia do Direito (Editora Unisinos), coordenado por Vicente de Paulo Barretto, será lançado 3 de maio, às 19h30min, no Auditório da Livraria Cultura, Shopping Bourbon Country (Av. Túlio de Rose, 80, loja 302, Porto Alegre – RS).

Nova imagem
Além de emprego novo – voltou a advogar depois de ter o mandato cassado – o ex-deputado Roberto Jeferson mudou a imagem: passou a ostentar um vistoso bigode.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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