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domingo, janeiro 17, 2021

Afinal, quem pagou para beneficiar Bolsonaro no WhatsApp?

A Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgaram nota em protesto contra as “lamentáveis declarações do presidente Jair Bolsonaro ao ecoar ofensas contra a repórter Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de S.Paulo”.

As insinuações do presidente buscam desqualificar o livre exercício do jornalismo e confundir a opinião pública”, anotam as entidades. “Como infelizmente tem acontecido reiteradas vezes, o presidente se aproveita da presença de uma claque para atacar jornalistas, cujo trabalho é essencial para a sociedade e a preservação da democracia.”

Vale destacar que a CPMI das Fake News acabou servindo de palco para difundir… fake news. Quem ainda acredita que Bolsonaro e turma são apenas toscos que contam com um exército virtual nas redes tem mais um exemplo para mudar seus conceitos. As ações do grupo são pensadas e coordenadas.

No episódio da CMPI, tirou-se do noticiário o essencial – uso das redes sociais, pago por empresas, para influenciar nas eleições de 2018 e beneficiar Bolsonaro – para colocar no centro uma discussão sobre ataques machistas e mentirosos. Para delírio das claques reais e virtuais.

Quem elabora a estratégia e de onde ela se origina ainda é caso para apuração. No caso da CPMI, provavelmente, foi no Brasil, mesmo.

 

Siga o dinheiro

Pelo mesmo caminho foi a ação – mais bem elaborada – de Jair Bolsonaro para se livrar do corpo do miliciano Adriano da Nóbrega e jogar o problema no colo dos governadores do Rio e da Bahia. Estratégia bem-sucedida, graças ao valioso apoio de Rui Costa, em que os Bolsonaro saem como prejudicados pela “queima de arquivo”.

De quebra, o presidente ainda se concede um habeas corpus preventivo ao insinuar que os interessados na morte do miliciano podem “plantar” algo comprometedor à família Bolsonaro nos celulares de Adriano, apreendidos pela polícia.

Se os chips já não foram inutilizados, e houver interesse em investigar, serão o mapa da mina para levantar as relações do miliciano. A polícia tem outro elemento na mesa: seguir, no melhor estilo dos romances policiais, o caminho do dinheiro que permitia a Adriano se sustentar no seu doce exílio.

 

Balbúrdia

Cientistas da Universidade Federal da Bahia descobriram um teste que detecta o coronavírus em três horas; o tempo de espera anteriormente era de 48 horas. “A ciência brasileira está mostrando ao governo, mais uma vez, que tecnologia e pesquisa não têm nada a ver com balbúrdia. São um orgulho para o nosso país”, enfatizou o deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ).

 

Malha fina

A Controladoria-Geral da União (CGU) realiza nesta quarta-feira sorteio de municípios que serão fiscalizados em 2020 quanto à aplicação de recursos repassados pela União. O sorteio, que utiliza o mesmo sistema e os mesmos equipamentos empregados nas loterias da Caixa, será às 10h, em São Paulo. O evento contará com a presença do ministro da CGU, Wagner Rosário. Serão sorteados 60 municípios com população de até 500 mil habitantes.

 

Bola na rede

O Botafogo do Rio já teve benemerência de presidente bicheiro, prefeito torcedor (para reaver a sede e conseguir o estádio Engenhão) e sonha com herdeiro de banqueiro. Agora, recebeu ajuda de youtubers para contratar o jogador Yaya Touré. Passou de 181 mil inscritos no YouTube.

 

Rápidas

O belga Alain Taillard, que desfila no Carnaval carioca há 20 anos, será homenageado nesta sexta-feira com o título de Embaixador do Turismo do Rio pelo professor Bayard Boiteux, que coordena o prêmio *** A Megamatte marcará presença na Orla da Zona Sul carioca nesta quarta-feira distribuindo raspadinhas premiadas com porções de pão de queijo e com mate 300ml. O número de raspadinhas é limitado, mas todas contêm prêmio *** A Associação de Docentes da Universidade do Estado do Rio Janeiro (Asduerj) divulgou nota em apoio irrestrito à greve dos trabalhadores da Petrobras, que entrou no seu 18º dia nesta terça-feira *** Até 31 de março, o Centro Universitário IBMR recebe doações de materiais escolares que serão destinados para instituições carentes. A ação faz parte do Trote Solidário, mas toda a população pode doar. Os pontos de coleta são os campus da Barra, Botafogo e Catete, todos no Rio de Janeiro.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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