Retrospectiva
Início Conjuntura Afluências no mês de julho devem ficar abaixo da média em grande...

Afluências no mês de julho devem ficar abaixo da média em grande parte do país

Subsistema Sul é a exceção com perspectiva de registrar chuvas acima da média histórica do mês, contribuindo para a recuperação dos reservatórios da região

192
Usina hidrelétrica de Itaipu
Usina hidrelétrica de Itaipu (foto divulgação Itaipu Binacional)

O boletim do Programa Mensal da Operação (PMO) para a semana operativa entre 28 de junho e 4 de julho apresenta as primeiras perspectivas para o próximo mês. O cenário geral de afluências observado ultimamente, se mantém no início do segundo semestre, com três subsistemas apresentando projeções de Energia Natural Afluente (ENA) abaixo da Média de Longo Termo (MLT). A exceção é a Região Sul, que deve atingir índice de 113% da MLT. Para os demais, os percentuais esperados para 31 de julho são: 82% da MLT no Sudeste/Centro-Oeste; 66% da MLT no Norte; e 41% da MLT no Nordeste.

Os níveis de armazenamento em julho devem superar 60% em todos os subsistemas, com dois deles acima dos 90%: o Norte, com 96,5%; e o Sul, com 91,8%. No caso do Sul, se confirmada a previsão, será uma recuperação de 24,5 pontos percentuais dos patamares de Energia Armazenada (EAR), que iniciará julho com 67,3%. As estimativas para o Nordeste e para o Sudeste/Centro-Oeste são de 65,3% e 65,1%, respectivamente.

“Em junho, a Região Sul já havia recuperado parcialmente o armazenamento e há a perspectiva de que esse padrão se mantenha em julho. Isso é o resultado da combinação de afluências mais elevadas e da política operativa do ONS, que esteve focada na recomposição dos níveis de água dos reservatórios daquele subsistema. Os atuais percentuais nos deixam bem posicionados para o segundo semestre, mas cada ano tem sido diferente e estamos sempre tendo que adaptar as nossas políticas operativas para manter o atendimento”, explica o diretor-geral do ONS, Marcio Rea.

Os cenários prospectivos para a demanda de carga são de expansão no Sistema Interligado Nacional (SIN) e em dois subsistemas. O SIN teria avanço de 0,2% (75.926 MWmed). Os submercados que devem registrar crescimento são o Nordeste, 5% (12.994 MWmed), e o Norte, 4,5% (8.121 MWmed). Para o Sul e o Sudeste/Centro-Oeste, as estimativas são de redução de 2% (13.135 MWmed) e de 1,3% (41.676 MWmed), respectivamente. Os percentuais comparam as projeções de julho de 2025 com os resultados verificados no mesmo período de 2024.

Espaço Publicitáriocnseg

O Custo Marginal de Operação (CMO) para a próxima semana operativa está com o mesmo valor em todos os subsistemas: R$ 175,11/MWh.

Amanhã, a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados promove audiência pública para discutir os riscos de sobrecarga na rede elétrica brasileira nos próximos anos. O debate atende a pedido do deputado Hugo Leal (PSD-RJ) e está marcado para as 16 horas, em plenário a ser definido.

Segundo o deputado, publicação de fevereiro do jornal “O Globo” cita que relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) sobre a segurança do sistema de 2025 a 2029 revela risco de apagões em nove estados. O motivo seria o crescimento da geração de energia por meio de painéis solares, que pode causar sobrecarga em subestações de transmissão de energia elétrica.

“Tais informações, se procedentes, aumentam, ainda mais, a preocupação em relação aos constantes apagões que nosso país tem enfrentado nos últimos anos, causando inúmeros prejuízos de ordem social, econômica e de segurança pública”, alerta Hugo Leal.

Após a publicação, o ONS afirmou que o documento não aponta risco iminente de apagão, mas as avaliações do desempenho elétrico do Sistema Interligado Nacional (SIN) num horizonte de cinco anos à frente, de modo que a operação futura ocorra com qualidade e equilíbrio entre segurança e custo. E também que seu papel é antecipar cenários, avaliar impactos e propor soluções para garantir a confiabilidade e segurança do sistema.

Diante dessas informações, o deputado considera “fundamental que os órgãos responsáveis pelo setor esclareçam essa situação e demonstrem que medidas estão sendo tomadas para mitigar ou eliminar os riscos”.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

Leia também:

Siga o canal \"Monitor Mercantil\" no WhatsApp:cnseg

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui