Agenda negativa

Desorientada desde a terceira derrota eleitoral seguida, a oposição conservadora encastelada no condomínio PSDB-DEM e seus porta-vozes na mídia tupiniquim optaram por uma agenda que é o melhor caminho para o suicídio político. Além de defender que a Petrobras passe a elevar os preços dos combustíveis no Brasil para os patamares da especulação internacional, agora, decidiram atacar o Banco Central por este baixar a taxa básica de juros (Selic). A continuar nesse ritmo, o próximo passo será reclamar da cura da Aids, caso esta seja fruto de pesquisa de alguma instituição pública.

Só pode subir
O fervor na defesa dos rentistas levou alguns colunistas de economia a restringirem a autonomia do Banco Central ao direito de elevar a Selic. Por esse viés, nas ocasiões em que o BC baixa os juros, o faz por pressão por pressão política. Pelo visto, pressão só é válida quando vem do mercado financeiro. Ou, como ironizou o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho: “Todas as vezes que o Banco Central elevou a taxa de juros, não se falou em interferência do Palácio do Planalto.”

Sem sair do pesadelo
Alan Krueger, novo chefe da Assessoria Econômica do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, é especialista em microeconomia. A análise que se faz nos EUA é que os republicanos, maioria na Câmara, tiraram espaço para que Obama faça as mudanças macroeconômicas necessárias para tirar o país do buraco. Assim, o presidente recorreu ao economista da Princeton University. Quando fizer seu pronunciamento no Congresso, no próximo dia 8, Obama deve anunciar medidas de impacto localizado, como a extensão dos benefícios para desempregados ou corte de taxas sobre a folha de pagamentos. Ainda, pode criar sistemas de auxílio para pequenas empresas, facilitar a renegociação de hipotecas e outras medidas no gênero. Krueger é parceiro de tênis do secretário do Tesouro, Tim Geithner, ex-patrão do economista de Princeton, tido como liberal (no sentido norte-americano, ou seja, levemente progressista).

Em busca da ascensão
A busca por melhora do padrão de vida e a necessidade financeira são as principais razões que levam os executivos brasileiros a buscarem novo emprego. A constatação é da Pesquisa dos Executivos 2011, da Catho Online. Segundo o levantamento, 23,1% dos desempregados visam à melhora no padrão de vida quando buscam recolocação no mercado de trabalho. Para 20,4%, a prioridade é suprir suas necessidades financeiras e, para 15,2%, manter o padrão de vida de quando estava empregados.

Mais polêmica
Diz o ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM), citando dois engenheiros que preferiram não revelar seus nomes, que houve erro na derrubada de pilares no Maracanã, o que pode atrasar a obra. “Já pensam numa cobertura improvisada, e não mais a planejada”, disseram as fontes segundo Maia.

Gengis Khan
Especialista da revista britânica The Economist diz que, em cinco anos, o turismo internacional será “invadido pela nova classe média chinesa” e que acesso a equipamentos terão de ser marcados com dois anos de antecedência. Acrescenta ainda que o comportamento dos turistas chineses é “de total indisciplina de hábitos”. A horda de bárbaros continua amedrontando a civilização, especialmente os súditos da rainha, que ainda não perceberam que o centro econômico – e em breve o geopolítico – do mundo mudou de endereço.

Vermelho no azul
Recente estudo do Banco Itaú sobre a saúde financeira dos clubes de futebol brasileiros detectou que o Internacional-RS foi único a fechar 2010 com caixa líquido positivo e a diminuir sua dívida. Ano passado, 34% da receita No Colorado tiveram como origem a venda de jogadores. No mesmo ano, o Inter foi campeão da Libertadores da América.

Bolada
A rodada do Campeonato Brasileiro deste fim de semana vai fornecer novo caso exemplar sobre como veículos com DNA hegemônico encaram a liberdade de imprensa. A exemplo da semana passada, torcedores vão levar aos estádios faixas com os dizeres “Fora Teixeira”. Na tentativa anterior, a TV Globo não exibiu qualquer imagem dos noves estádios em que o movimento contra o presidente da CBF se fez presente.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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