Ágora acredita que Ibovespa está próximo de novo rali

Índice da Bolsa pode caminhar para os 105.500 pontos.

Acredite se Puder / 17:46 - 3 de set de 2020

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O Ibovespa está muito próximo de iniciar um novo rali de alta, de acordo com a avaliação de Maurício Camargo, analista gráfico da Ágora Investimentos. No último relatório encaminhado aos clientes, consta que o índice bateu, novamente, num marco simbólico, os 102.100 pontos. Maurício afirma que, se o índice ultrapassar essa resistência, terá fôlego para acelerar os ganhos. No primeiro pregão de setembro, o indicador encerrou o dia com valorização de 2,82%, marcando 102.167 pontos.

Todos na Ágora consideram que esta é a região que demarca um teto no qual recua quando atinge o nível. Mas se o cenário político e econômico ajudar, e o Ibovespa se mantiver acima desse patamar, terá vencido o teto do canal de baixa para o curtíssimo prazo e, assim, voltaria a buscar o topo mais recente, em 105.500 pontos, divisor para a retomada do rali de alta. Porém, caso o nível dos 102.100 pontos não seja ultrapassado, o índice pode virar para uma desvalorização. O suporte, neste caso, seria encontrado nos 100 mil pontos. Se for perdido, o existe espaço para um movimento de realização de lucros mais forte, que, se não parar nos 97.200 pontos, vai para os 95.200 pontos.

 

Fundos escoceses venderam ações da Tesla

A Baillie Gifford reduziu sua participação na Tesla de cerca de 6,3% para 4,25%. A operação foi realizada em agosto e foi consequência de uma norma interna da instituição que limita o peso de apenas uma cotada nos portfólios dos clientes. A gestora escocesa de fundos começou a investir na Tesla em janeiro de 2013 quando suas ações da empresa, ajustadas ao stock split efetuado naquela ocasião, ea negociadas em menos de sete dólares. Em finais de dezembro, chegou a deter 7,7% do capital da Tesla, então avaliados em 4,9 bilhões, sendo na altura o segundo maior acionistas, apenas atrás de Musk.

Continuamos muito otimistas quanto ao futuro da Tesla e pretendemos continuar a ser um acionista de referência por muitos anos”, afirmou à Scottish Financial Review, James Anderson, cogestor do Scottish Mortgage Investment Trust, o principal fundo da Baillie Gifford. A Baillie Gifford tem aproximadamente 295 bilhões em ativos sob gestão e mais de 200 dos seus clientes detêm participações na Tesla.

 

Varejo será bom negócio?

O Credit Suisse reduziu o preço-alvo para a Hering de R$ 32 para 24 e manteve o rating neutro para as ações da eempres. Em relatório, o banco disse que a Herimg é uma das varejistas com mais potencial de destravar valor caso recupere o ritmo de crescimento. No seu relatório consta que a comapanhia tem um modelo de negócio com bons retornos e geração de fluxo de caixa livre positiva até nos momentos mais difíceis. No entanto, os resultados recentes da companhia trazem incertezas sobre a sustentabilidade dos níveis de venda no canal multimarcas.

Estas incertezas aumentaram com os desafios trazidos pela Covid às lojas”, destacou o Credit. Com isso, o banco decidiu esperar mais clareza no cenário econômico e ver uma melhora mais consistente nos resultados da companhia. O banco vê múltiplos de 16 vez P/E (Preço sobre Lucro) para 2021, mas com lucros relativamente menores nos próximos anos.

 

Ambev substituiu vice de marketing e não agradou

O Credit Suisse destacou a mudança no cargo de vice-presidente de marketing da Ambev, com Daniel Wakswaser substituindo Ricardo Dias. Para o banco, a mudança é negativa, devido ao bom desempenho de Dias em marketing, mas é parte de uma rotação usual de cargos.

O Bradesco BBI aponta que Ricardo Dias está deixando o cargo por razões pessoais, ficando no cargo desde janeiro de 2019 e teve um papel fundamental no aumento do foco da Ambev em inovação para combater a concorrência. Apesar da mudança, o BBI não espera que a estratégia da empresa seja alterada e manteve a recomendação neutra e o preço-alvo de R$ 15,50 para essas ações.

 

Agosto foi fraco para a Invepar

A Invepar divulgou o desempenho dos seus negócios em agosto. No segmento de rodovias, a LAMSA, operadora da Linha Amarela no Rio de Janeiro, teve queda de 18% no tráfego em relação ao mesmo mês de 2019. A CRT (Rio-Teresópolis) teve queda de 14%, enquanto a CLN, que administra a rodovia BA-099, mostrou alta de 11% no período. A concessionária ViaRio, que administra a via Transolímpica, teve recuo de 10%. No aeroporto de Guarulhos, a quantidade de passageiros caiu 69%, com queda de 61% nos pousos e decolagens. No metrô do Rio, as linhas 1 e 2 apresentaram queda de 62% nos passageiros transportados; a linha 4 recuou 65%.

 

Aumenta o grupo Hapvida

A Hapvida concluiu a incorporação das três operadoras do Grupo América: AME Planos de Saúde, a Promed Assistência Médica e a Jardim América Saúde, em Goiáse dezenas de unidades assistenciais pela Ultra Som Serviços Médicos, subsidiária integral.

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