Água é o investimento do futuro. Poucos se preocupam

Empresas em locais com estresse hídrico podem precisar gastar mais.

Acredite se Puder / 18:12 - 27 de jul de 2020

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A disputa sobre um projeto hidrelétrico na Etiópia pode sinalizar riscos futuros, pois os países vizinhos Sudão e Egito temem que a barragem possa reduzir a disponibilidade de água. A demanda por água que excede a oferta em partes do mundo se torna um risco maior para investidores, um obstáculo para cadeias de suprimento e uma causa de tensão geopolítica, de acordo com o BlackRock Investment Institute, braço de pesquisa da gestora

Investidores têm ignorado o risco de escassez de água e o impacto que isso pode causar em seus portfólios na próxima década, de acordo com a BlackRock. Empresas em locais com estresse hídrico podem precisar gastar mais para obter água, aumentar a eficiência da água e cumprir regulamentações ambientais mais rigorosas”, consta no relatório da getoras de fundos de investimento. Os riscos também têm dimensões geopolíticas.”

 

Itaú não considera Hypera como pechincha

Para os analistas do Itaú BBA, as ações da Hypera não são uma pechincha e que existem propostas melhores de recompensa de risco na área de saúde”, No segundo trimestre a empresa compensou a margem bruta mais fraca que o esperado com uma menor despesa com marketing. Por enquanto, os especialistas do banco mantem a classificação de neutra.

Na avaliação dos analistas do Bradesco BBI, os resultados mostram que a companhia adotou a estratégia correta e ainda tem um potencial positivo com a integração do Buscopan. Ainda assim, a ação da empresa segue com recomendação “neutra” e preço-alvo de R$ 38, pois consideramos que pode haver uma dificuldade maior em lidar com a necessidade de investimento em marketing para não perder participação de mercado e ainda enfrentando pressão do dólar nos próximos meses.

A Hypera registrou lucro líquido de R$ 396,4 milhões no segundo trimestre, uma alta de 17,6% na comparação com igual período do ano passado. A receita líquida ficou em R$ 1,05 bilhão no período, uma alta de 7,9% no comparativo anual. A companhia divulgou ainda as estimativas de desempenho para 2020, baseada nos impactos da epidemia de Covid-19, variações cambiais, maior endividamento e incorporação de resultados da aquisição recente da família de medicamentos Buscopan a seu portfólio. Com isso, a receita líquida no ano chegaria a R$ 4 bilhões, ante R$ 3,3 bilhões em 2019. Já o lucro líquido seria de R$ 1,3 bilhão, uma alta de 9%.

 

Cesp, Engie e Omega estão em compra

O Credit Suisse reforçou a recomendação de “outperform” para três empresas que atuam na área de geração e comercialização de energia: Cesp, Engie e Ômega, pois essas empresas estão se saindo bem ao adotar o movimento de transição energética, adicionando instalações “verdes”, mais “trading”, aumento da rede elétrica e redução de custos para enfrentar os novos desafios impostos pelas mudanças

Para a Omega, o preço-alvo foi fixado em R$ 39,60. A expectativa é de aumento do crescimento de fontes renováveis. O preço-alvo da Cesp está em R$ 34,90, que pode ter desempenho melhor em termos de custo, maior reembolso de ativos antigos e melhor potencial de valorização. “A companhia está altamente contratada até 2023 (sem exposição a curto prazo a queda de preços) e deve focar agora em acelerar capacidade da comercializadora”, avaliou o Credit. O preço-alvo da Engie está em R$ 50. A instituição financeira destacou o bom fluxo de dividendos da companhia e ativos de energia renovável entrando em operação em 2021 e 2022.

 

JP Morgan aconselha compra da Weg

O JP Morgan elevou a recomendação da Weg de “neutro” para “overweight” e o preço-alvo para dezembro de 2021 passou de R$ 60 para R$ 76. A revisão é baseada nos últimos resultados da empresa, que mostrou expansão de 36% no Ebitda no segundo trimestre e a atualização também reflete a capacidade da Weg de continuar encontrando novos caminhos de crescimento, como demonstrado por recentes fusões e aquisições e iniciativas na frente do setor 4.0; as tendências crescentes de eletrificação à medida que o mundo se move para baixas emissões de carbono; o tamanho relativamente pequeno da WEG em relação aos pares, o que permitirá que a empresa cresça mais rapidamente.

 

Analistas não gostaram da saída de Novaes

Para o Credit Suisse, a saída de Rubens Novaes do BB é marginalmente negativa, pois Novaes era um defensor aberto da privatização. A XP Investimentos acha que foi péssimo o momento, às vésperas da divulgação do balanço.

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