Agudo

O infarto, responsável por 27% das mortes no Brasil (superado apenas por traumas e acidentes), foi responsável por aproximadamente 83 mil óbitos em 2007, além de R$ 500 milhões em gastos públicos. Entre 2001 e 2005, o percentual de internações aumentou em 65% e o de custos, em 195%; o número de óbitos cresceu 10%. Os dados são de estudo coordenado pelo cardiologista da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Denizar Vianna Araújo.

Esperança
A pesquisa mostra que a implantação de atendimento pré-hospitalar nas ambulâncias facilita o tratamento e melhora os resultados nos casos envolvendo infarto agudo do miocárdio, aumentando a expectativa de vida dos pacientes e diminuindo os custos com internação, que chegam a ser R$ 176 mais baratos, por paciente, que o tratamento padrão nos hospitais.
Os moradores da cidade de Diadema, região do ABC Paulista, já contam com esse atendimento nas unidades móveis do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Micro e macro
A afirmação de que as empresas brasileiras estão adaptadas à valorização da moeda pode ser verdadeira, porém em um sentido muito restrito, afirma o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), numa espécie de réplica ao que falou o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, semana passada, e que já havia sido alvo desta coluna.
O Iedi ensina que uma empresa dispõe de colchões amortecedores do impacto da valorização do real sobre sua rentabilidade, como preços internacionais favoráveis, aplicações em mercados futuros, operações de hedge e o deslocamento na margem das vendas externas para o mercado interno. “Note-se que os artifícios assinalados podem compensar a queda da rentabilidade empresarial, mas não a competitividade do produto nacional. Em outras palavras, a grande empresa é capaz de se “adaptar” a um real valorizado, mas a competitividade nacional se deteriora.”

Vermelho
O saldo da balança comercial da indústria gráfica de janeiro a junho de 2008 ficou negativo em US$ 27,14 milhões. As exportações cresceram 1,6% em relação ao primeiro semestre do ano passado, somando US$ 151,30 milhões. Mas as importações tiveram aumento de 41,4%, totalizando US$ 178,45 milhões, anabolizadas pela valorização do real frente ao dólar.
Livros e revistas foram responsáveis por 35% das importações. As embalagens lideraram as exportações no período, com 32,5% do total. O segmento de cadernos, que vinha contribuindo muito nos últimos anos para que a indústria gráfica tivesse superávit comercial, perdeu dinamismo. As remessas do produto ao exterior somaram US$ 36,46 milhões.
As exportações representam menos de 2% do faturamento das gráficas brasileiras. “Felizmente para o setor gráfico, o mercado interno parece continuar aquecido e capaz de garantir demanda crescente”, afirmou o presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), Alfried Plöger.

Pato
As centrais sindicais de trabalhadores Força, Nova Central, UGT, CTB e CGTB realizarão nesta quarta, às 11h30, um ato público em frente a sede do Banco Central em São Paulo contra a política de aumento da taxa de juros, que limita o crescimento da economia, com impactos na geração de empregos e arrocho nos salários. O tema será “Os trabalhadores não vão pagar o pato, menos juros, mais desenvolvimento”. O ato será realizado no 2º e último dia da reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom), quando será divulgado o novo patamar da taxa de juros (Selic). Só a CUT “furou” o protesto.

Marcos de Oliveira e Sérgio Souto

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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