Ainda a ‘Economist’, a China e o Carnaval

Comentário do ex-ministro Rubens Ricupero sobre artigo da ‘The Economist’ sobre a exportação do modelo chinês; combina com Carnaval?

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Rubens Ricupero
Rubens Ricupero (foto reprodução site)

Sobre o artigo “O modelo econômico da China mantém um fascínio perigoso”, publicado pela The Economist no domingo e comentado ontem nesta coluna, o diplomata e ex-ministro Rubens Ricupero teceu alguns (muito mais pertinentes) comentários:

“Sempre que se fala em imitar o modelo de algum país, recordo de um debate na televisão há muitos anos com nosso querido e saudoso Celso Furtado. Alguém perguntou a ele por que simplesmente o Brasil não adotava as políticas econômicas dos Estados Unidos. Celso respondeu na hora: ‘Excelente ideia! Só que precisamos também importar a Constituição norte-americana, as instituições, as bibliotecas, os centros de pesquisa, as universidades etc, etc’.”

“Em outras palavras, nenhum modelo é exportável, muito menos o da China: teríamos de importar 5 mil anos de história, a cultura confuciana, a disciplina espartana, a capacidade de trabalhar 7 dias por semana e 12 horas ou mais por pouco ou nada (antiga marchinha de Carnaval dizia: ‘Chinês, só come uma vez por mês’).”

“Aliás, por falar em Carnaval, você acha que um povo que gosta de festa e de Carnaval se adaptaria ao modelo chinês? O Vietnã é diferente, foi ocupado pelos chineses durante séculos (detestam os chineses), herdou a cultura confuciana. Sinceramente, acho que nem o Brasil, nem os latinos, nem muito menos os africanos, podem sequer se candidatar a alunos do modelo chinês, seja lá o que for.”

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“No essencial, aliás, tenho a impressão de que o chamado modelo, pondo de lado a ditadura do partido, se parece muito com as ideias de Prebisch: proteção, abertura gradual por meio da exportação, câmbio subvalorizado, controle da conta capital da balança de pagamentos, seletividade na aceitação de investimentos estrangeiros etc. A diferença com a América Latina foi a competência e continuidade na aplicação implacável da receita. Enquanto nós…”, finaliza Ricupero.

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A família de Washington Quaquá, vice-presidente do PT e pré-candidato a prefeito de Maricá (RJ), está ativa em um condomínio nobre em Itaipuaçu, distrito da cidade fluminense. Uma casa para o filho está sendo totalmente reformada, e um terreno foi comprado para Quaquá construir seu próprio imóvel, com vista para o mar.

Rápidas

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