Ainda não houve nenhum lançamento de ações neste ano.

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Ainda não foi registrado, neste ano, um único lançamento de ações no mercado de capitais brasileiro. Para a primeira metade de abril estava prevista a precificação da posição do grupo norte-americano Carlyle na Qualicorp que, com uma oferta secundária pretendia embolsar mais R$ 1 bilhão, e também das ações da Cia. de Locação das Américas. Ao que tudo indica, houve a paralisação de tais processos pois a Comissão de Valores Mobiliários fez exigências. Será?
Agora, a Seadrill confirmou que vai adiar pela segunda vez a oferta pública inicial das ações da unidade brasileira Seabras. O lançamento originalmente seria em 13 de fevereiro, mas a controladora norueguesa alega que precisava de mais tempo para se preparar e o seu Conselho de Administração está avaliando várias oportunidades para aumentar as atividades da companhia brasileira, antes de fazer a listagem. Na semana passada, o IFR, serviço da Thomson Reuters, havia antecipado o novo adiamento do IPO.
Bom, os noruegueses deveriam dar maiores esclarecimentos sobre essas repentinas necessidades de mais tempo para avaliações. Afinal de contas, a transparência é importante, pois a Seabras planeja levantar até R$ 1,7 bilhão vendendo até 65,2 milhões de ações ordinárias em uma faixa sugerida de R$ 20 a R$ 26. A companhia não deu nova estimativa de data para a listagem da empresa na BM&FBovespa.
Caso as aberturas de capital continuem a não se concretizar pelos mais variados motivos, sendo que o principal nunca é revelado, ou seja, a falta de interesse dos investidores estrangeiros, mais uma vez Edmir Pinto, presidente da bolsa brasileira, vai errar nas suas projeções.

Moody”s adia revisão de bancos europeus
A Moody”s deve atrasar o plano de revisão de mais de 100 bancos europeus, previsto para ser concluído nesta semana. A agência de classificação de risco alega que está realizando uma abordagem adequada durante este processo de revisão e que ele será concluído quando estiver confiante de que todas as informações relevantes foram acessadas e analisadas. Dessa forma, a próxima ação sobre as notas de crédito ocorrerá no início de maio, sendo que o processo será concluído em junho. Conforme o anunciado, a revisão terá início com as instituições financeiras da Itália e da Espanha.
Em 15 de fevereiro, a agência de notação financeira colocou as notas de mais de uma centena de instituições financeiras de 16 países europeus em revisão para possível rebaixamento, citando pressões resultantes de um ambiente operacional difícil, a deterioração da qualidade de crédito de emissores soberanos da região e dificuldades no mercado de capitais. Conforme cronograma divulgado na ocasião, os bancos portugueses seriam os primeiros a terem suas notas revistas. O processo terminaria na semana de 14 de maio, quando seriam concluídas as avaliações das notas de instituições com operações globais e as da França, Reino Unido, Dinamarca e Finlândia.

Apple é acusada de enganar australianos
A Apple afirmou, durante uma audiência de mediação na Austrália, que precisa de mais tempo para se defender contra acusações de que a companhia enganou os consumidores do país quanto à compatibilidade da última versão do iPad com a rede 4G local.
A Comissão de Competição & Consumo Australiana queria que o julgamento da Apple fosse marcado para 2 de maio, mas a gigante do setor tecnológico afirmou que não terá tempo hábil para se preparar integralmente para o julgamento até essa data. Companhias de telecomunicações australianas foram solicitadas a fornecer documentos para o processo. Como não houve acordo, uma nova audiência foi marcada para quinta-feira.

Brazil Pharma adquire 40% da Beauty”in
A rede de farmácias Farmais, controlada integral da Brazil Pharma, celebrou contrato para a aquisição de 40% da empresa de produtos de saúde e beleza Beauty”in.
Cristiana Arcangeli e Bisa Participações, principais acionistas da Beauty”in, permitiram que a Farmais subscreva 6.668 ações ordinárias por R$ 30,6 milhões à vista, valor que pode ser acrescido de R$ 7 milhões conforme performance da empresa de cosméticos e terá o direito de indicar dois dos cinco membros do seu Conselho de Administração. Além disso, a Brazil Pharma e a Farmais licenciaram à Beauty”in por 10 anos o uso das marcas Musique, Farmais, Rosário, Mais Econômica, Santana e Farmácia Guararapes, visando ao desenvolvimento de produtos de marca própria.
A operação está sujeita a ajustes de participação, e a participação da Farmais pode variar entre 30% e 50% do capital social total e votante da Beauty”in, conforme o seu desempenho nos próximos três anos. Caso suas metas não sejam atingidas, essa participação poderá ser recomprada pelos outros acionistas por R$ 15 milhões, em junho de 2016. A operação será submetida à análise de órgãos antitruste.

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