Álcool: brasileiros ficam bêbados em média 21 dias por ano

Pesquisa sobre drogas coloca bebidas no topo da lista, e escoceses e ingleses são os mais afetados.

A pesquisa Global Drug Survey (GDS) 2020 revela que os entrevistados relataram ter ficado bêbado em média 21 vezes por ano. O levantamento foi realizado com 90 ml pessoas em 32 países. Os brasileiros ficaram pouco acima da média, com 21,6 dias. No topo do ranking, escoceses e ingleses, com 33,8 e 33,7 dias, respectivamente.

A GDS define bêbado como “ter bebido tanto que suas faculdades físicas e mentais estão prejudicadas a ponto de seu equilíbrio/discurso foi afetado, você não conseguiu se concentrar claramente nas coisas e que sua conversa e os comportamentos eram obviamente diferentes para as pessoas que o conhecem”. Somente 16% dos participantes responderam nunca ter ficado bêbado.

O estudo foi realizado antes da pandemia, em novembro de dezembro de 2019. Uma edição especial de GDS sobre Covid-19 mostrou que 30% a 50% dos bebedores (especialmente os britânicos) relataram beber mais durante o confinamento, para muitos com efeitos negativos em sua saúde física e mental. O excesso de álcool também suprime o sistema imunológico e o torna mais vulnerável a infecções respiratórias.

O álcool é, de longe, a droga mais usada nos 32 países pesquisados, com 94% dos que responderam tendo usado nos 12 meses anteriores. Em seguida vem a maconha (64,5%) e o tabaco (60,8%). Excluindo álcool e tabaco, as 10 principais drogas usadas nos últimos 12 meses foram:

→ Cannabis contendo THC

→ MDMA

→ Produtos de cannabis apenas com CBD (não psicoativos)

→ Cocaína

→ Anfetamina

→ LSD

→ Benzodiazepínicos

→ cogumelos mágicos

→ Cetamina

→ Opioides prescritos

O LSD foi mais uma vez classificado como a droga de “melhor custo-benefício” do mundo. Além dos cogumelos mágicos, os dados mostram que as drogas sintéticas – que podem ser facilmente produzidas em larga escala – são consideradas de melhor custo-benefício do que medicamentos à base de plantas como cocaína ou cannabis.

A queda da cannabis para o penúltimo lugar, à frente apenas da cocaína, “é impressionante e pode refletir tanto a produção e comercialização de produtos de alta potência, o crescimento de um mercado regulado, bem como os muitos consumidores regulares refletindo em suas despesas semanais. O valor pelo dinheiro é uma métrica importante, especialmente quando consideramos como um mercado regulado pode exercer controle sobre os preços por meio da tributação. Com as drogas, incluindo o álcool, mais caras, as pessoas usam com menos frequência. Menos uso está associado a menos danos”, destaca o relatório.

Leia mais:

Exportação de cachaça para mercado europeu cresceu em 2020

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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