Alerj discute políticas públicas sobre insegurança alimentar nas favelas

Programa Cozinha Solidária é reconhecido como iniciativa da sociedade civil no combate à fome

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Arroz e feijão em comida a quilo (Foto: Antonio Cruz/ABr)
Arroz e feijão em comida a quilo (Foto: Antonio Cruz/ABr)

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 468 mil domicílios do Rio de Janeiro vivem em situação de insegurança alimentar moderada ou grave. Na luta contra a fome, a Comissão de Segurança Alimentar, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), debaterá o tema “Caminhos Contra a Fome: Segurança Alimentar, Solidariedade e Políticas Públicas nas Favelas: Programa Cozinhas Solidárias”. A audiência pública acontece hoje, no Plenário do Alerjão.

O encontro abordará as políticas públicas que estão em andamento, além de reconhecer o Programa Cozinha Solidária, iniciativa da sociedade civil no combate à fome, apresentando apoio de aporte financeiro para incentivar sua existência no estado.

No momento o Programa Cozinha Solidária no estado está na fase de credenciamento e habilitação das cozinhas solidárias, e das entidades que farão a gestão dessas cozinhas. No processo, as cozinhas precisam comprovar seu funcionamento, os usuários que acessam à alimentação nelas e o compromisso de adequação às normas sanitárias. Segundo dados do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome existem no Rio de Janeiro 272 cozinhas solidárias.

“Vamos realizar essa audiência, com a presença do Ministério do Desenvolvimento Social, exatamente porque a política do governo é essencial, as cozinhas solidárias foram e continuam sendo fundamentais para combater a fome com alimentação saudável para nosso povo. Mas não basta a política pública, ela precisa chegar na ponta, em quem mais precisa. O objetivo é, então, trazer as informações e aproximar as cozinhas da política pública”, aponta a deputada Marina do MST (PT-RJ).

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A audiência pública contará com as presenças de Patricia Chaves Gentil, diretora do Departamento de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS); e de Paulo Roberto Batista dos Santos, superintendente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) do Rio de Janeiro. Também comporão a mesa de abertura pela sociedade civil Iyalorixá Roberta Costa de Yemonja, da Cozinha Solidária Ilê Inã do Instituto Águas do Amanhã, de Sepetiba, Zona Oeste do Rio; e Margarete Teixeira, gerente geral da União de Associações e Cooperativas de Pequenos Produtores Rurais do RJ, a Unacoop.

Dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) revelam que o número de pessoas com insegurança alimentar e nutricional grave no país recuou de 33,1 milhões, em 2022, para 8,7 milhões, em 2023, passando de 15,5% da população para 4,1%, uma queda de 11,4 pontos percentuais.

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