Alerj enviará propostas para incluir indústria naval no BR do Mar

Projeto está no Senado e já recebeu mais de 42 emendas.

Os deputados que integram a Comissão Especial de Indústria Naval da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) vão elaborar sugestões de emendas até a próxima sexta-feira para que sejam enviadas oficialmente ao senador Nelson Trad (PSD-MS), relator do Projeto BR do Mar (PL 4.199/2020), que tramita no Senado.

“O nosso objetivo é contribuir para que a navegação de cabotagem possa gerar empregos para os brasileiros, para os fluminenses e gerar demandas para os estaleiros fluminenses. É necessário resgatar a importância da indústria naval, principalmente para o Estado do Rio de Janeiro, pois o setor impacta diretamente na nossa economia”, afirmou a presidente da Comissão, deputada Célia Jordão (Patriota), durante audiência com Trad.

O texto do projeto possui emendas com objetivo de preservar a indústria naval brasileira e prevê que a tripulação seja composta por dois terços de brasileiros.

“Esse é um assunto sensível, porque mexe com o mercado e com diversos setores importantes para a nossa economia. Ainda estamos elaborando o relatório, pois só no último fim de semana o projeto recebeu mais 42 emendas e diversas sugestões. Por isso, é importante estabelecer uma interlocução com o Ministério da Infraestrutura e com os demais senadores envolvidos na tramitação desse projeto”, explicou Trad.

O deputado Waldeck Carneiro (PT) comentou que, em janeiro, participou de uma reunião com o presidente da Petrobras em que foi tratada a importância da empresa retomar a preocupação com o setor naval brasileiro.“Entendemos que a aquisição de bens através da indústria naval estrangeira seja mais vantajosa para a Petrobras, do ponto de vista do preço final. Entretanto, há um preço oculto, não dimensionável materialmente pela matemática, que é o impacto de fortalecer o setor industrial brasileiro, que é o emprego, a geração de renda para a população brasileira”, afirmou na audiência.

“Por isso, acho importante ter uma política de fomento para a cabotagem, pois apenas cerca de 11% das cargas brasileiras são transportadas por vias marítimas ou fluviais. Esse programa precisa dar ênfase para a navegação de cabotagem brasileira”, destacou o petista.

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