Alerj proíbe delivery de combustível

Veículos só poderão ser reabastecidos em postos.

Decisões Econômicas / 16:25 - 1 de out de 2020

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Em tempos de pandemia, o delivery cresceu muito. Antes praticamente limitado a entrega de alimentos, o delivery incorporou uma série de serviços, inclusive a venda de combustível. Em algumas regiões do Rio de Janeiro era possível comprar combustível através de um aplicativo, e o veículo era reabastecido na garagem do consumidor ou na porta de casa. Essa semana, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado André Ceciliano (PT), sancionou a lei que proíbe tal prática. Agora, veículos só podem ser reabastecidos em postos de combustíveis. A exceção é para os casos de pane seca, quando o carro fica sem combustível a caminho do posto.

 

Garantia de empregos nos postos de gasolina

O deputado Carlos Minc (PSB), um dos autores da lei que proíbe o delivery de combustíveis, disse que a medida é importante para o meio ambiente e para a manutenção dos empregos nos postos de combustíveis tradicionais. “A questão principal deste projeto é o meio ambiente e a segurança. Os postos de gasolina têm que ter, por exemplo, estrutura para coletar o excesso de óleo, além de regras de prevenção de incêndio, entre outras normas. Também consideramos a quantidade de empregos que os postos de gasolina garantem à população”, disse o deputado.

 

Distanciamento político e social

De um experiente candidato a prefeito do Rio: “A Covid é uma boa desculpa para não tirar foto juntinho com quem não agrega nada à campanha e para não apertar a mão de adversários nos debates.”

 

Proteção contra focos do Aedes

O deputado Marcelo Cabeleireiro (DC) quer obrigar estabelecimentos que mantenham depósito de pneus novos ou usados, além de ferros-velhos, sucatas e afins, a terem coberturas fixas para evitar o acúmulo de água da chuva no local. A medida, segundo o parlamentar, evitaria a formação de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

 

Gato por lebre

Não compre gato por lebre”. A expressão antiga resume bem o projeto de lei apresentado na Alerj pelo deputado Danniel Librelon (REP) e que obriga as revendedoras de veículos seminovos e usados a informar ao consumidor se os veículos colocados à venda são oriundos de leilão, locadora ou salvados de seguradoras. Carros de leilão ou salvados (considerados como perda total pelas seguradoras) costumam apresentar problemas mecânicos no pós-venda e prejuízos para o comprador desavisado. As seguradoras, inclusive, se negam segurar veículos desta procedência.

Marcelo Sicilliano

Comissão da Câmara indefine carnaval

Na Câmara do Rio de Janeiro, os vereadores criaram uma comissão especial para analisar a relação e responsabilidades do Poder Público com o Carnaval. A comissão fez uma audiência pública virtual na última sexta-feira para discutir o futuro do carnaval na cidade do Rio de Janeiro. Depois de longo debate, os vereadores Tarcísio Motta (PSOL), Dr. Marcos Paulo (PSOL) e Marcello Siciliano (PRO), membros da comissão, não chegaram a conclusão nenhuma. A comissão só volta a se reunir em 5 de novembro.

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