A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vota amanhã, em discussão única, o Projeto de Lei 6.034/25, de autoria do Executivo, que propõe a redução gradual dos incentivos fiscais fluminenses até 2032, último ano em que ainda não estarão em vigor as normas da Reforma Tributária (Emenda Constitucional Federal 132/23). A proposta começou a ser debatida, em plenário, em 8 de outubro, quando recebeu emendas parlamentares que podem alterar o texto original durante a votação.
A medida altera regras do Fundo Orçamentário Temporário (FOT) – instituído pela Lei 8.645/19. A nova proposta aumenta de 10% para 30% o valor de compensação a ser depositado no fundo pelas empresas que ganham benefícios tributários. Esse novo percentual valerá a partir de 2026, respeitando o prazo de 90 dias após a publicação da nova medida em Diário Oficial.
A partir de 2027, o projeto determina um aumento escalonado do percentual a ser depositado no fundo. Este aumento será de 10% ao ano, de modo que em 2032 as empresas tenham que devolver 90% dos incentivos ao Governo do Estado. As regras serão as seguintes: 40% em 2027; 50% em 2028; 60% em 2029; 70% em 2030; 80% em 2031 e 90% em 2032.A única exceção à regra são os contribuintes que, antes da publicação da nova medida em Diário Oficial, já tenham benefícios fiscais com data limite especificada e cumprimento de contrapartidas onerosas, conforme regulamentações das legislações federais vigentes. Para estes casos, o percentual de depósito no FOT será de 18,8%.
O Governo do Estado prevê que a redução dos incentivos fiscais possa gerar incremento de arrecadação estadual da ordem de R$ 2,12 bilhões para o ano que vem. Os dados foram elaborados pela Subsecretaria de Política Tributária (Subpot) da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz).
De acordo com o governador Cláudio Castro, o envio desta medida à Alerj é para enfrentamento à crise financeira pela qual o Estado do Rio atravessa, com déficit orçamentário previsto para o ano que vem de R$ 18,93. Castro também citou que a norma será importante para garantir receitas futuras ao Rio devido à transição tributária para o novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), instituído pela reforma tributária.
“Durante o período de transição federativa, que se estende até 2079, a participação dos entes federativos na arrecadação do IBS será fortemente influenciada pela arrecadação histórica do ICMS no período de 2019 a 2026. Assim, é fundamental que o Estado do Rio adote, em tempo hábil, medidas que maximizem sua receita de ICMS, sob pena de comprometer sua participação futura na partilha do novo tributo nacional”, justificou o governador.
Leia também:
-
A infância como aquilo que arde no silêncio
Há palavras que atravessam a história do cinema e se transformam em mitos íntimos. Rosebud é uma delas. No instante em que Charles Foster Kane, personagem principal, vivido por Orson Welles, no filme Cidadão Kane, morre, sua boca pronuncia esse nome, rosebud, como quem convoca um fantasma. O trenó perdido na neve, simples, pobre, esquecido, torna-se […]
-
Concerto de Natal
Claudio André Castro convida para o Tradicional Concerto de Natal da Sergio Castro Imóveis, nesta quinta-feira (11), às 18h, na Igreja da Venerável Ordem Terceira de São Francisco de Paula (Largo de São Francisco s/n, Centro Histórico do Rio de Janeiro).O evento é organizado pelo maestro André Cardoso e marca a apresentação e o encerramento […]
-
Haddad: Correios receberá recursos, porém menor que R$ 6 bi
Segundo ministro, empréstimo pode sair ainda em 2025
-
Alta das fintechs gera impacto positivo na vida da população
84,5% dos entrevistados afirmam que as fintechs promoveram inclusão financeira de forma efetiva.
-
Ineep faz recomendações para exploração da margem equatorial
Estudo avalia o potencial de descoberta de uma nova fonte de petróleo
-
Membros do Copom devem manter Selic em 15% na última reunião de 2025
Reunião começa nesta terça, e na quarta-feira é o anúncio oficial






















