Na primeira semana de abril (1° a 8 de janeiro), com quatro dias úteis, as exportações brasileiras foram de US$ 3,378 bilhões, com média por dia útil de US$ 844,5 milhões. O valor é 20,5% inferior à média de US$ 1,061 bilhão registrada em abril de 2011.
Em relação ao saldo comercial, houve déficit de US$ 292 milhões, com média diária negativa de US$ 73 milhões. A corrente de comércio (soma das exportações e importações) totalizou US$ 7,048 bilhões, com média diária de US$ 1,762 bilhão. Pela média, o resultado representou diminuição de 13%, na comparação com abril do ano passado (US$ 2,025 bilhões), e retração de 2,6%, na relação com de 2011 (US$ 1,809 bilhão).
Neste período, houve retração nas exportações das três categorias de produtos. Entre os básicos (-31,7%), caíram as vendas, principalmente, de soja em grão, petróleo em bruto, café em grão, minério de ferro e carne suína e de frango. Nos manufaturados (-11,5%), houve queda nos embarques de automóveis, máquinas e aparelhos para terraplanagem, aviões, óleos combustíveis, laminados planos e veículos de carga. Já nos semimanufaturados (-3,2%), os principais produtos com redução de vendas foram óleo de soja em bruto, açúcar em bruto e madeira serrada.
Agronegócio tem superávit de US$ 15,09 bilhões
O superávit da balança comercial do agronegócio brasileiro atingiu US$ 15,09 bilhões no primeiro trimestre deste ano. No período, as exportações somaram US$ 19,41 bilhões e as importações US$ 4,32 bilhões. As vendas externas apresentaram variação positiva de 8,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as aquisições cresceram 9%.
A receita das exportações do complexo soja somaram US$ 4,83 bilhões, seguido por carnes (US$ 3,61 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 2,33 bilhões), produtos florestais (US$ 2,24 bilhões) e café (US$ 1,76 bilhão). O complexo soja foi responsável por aproximadamente um quarto das exportações do agronegócio, entre janeiro e março, impulsionado pela soja em grãos.
Crescem exportações para os países árabes
As exportações do Brasil aos países árabes renderam US$ 1,211 bilhão em março, um aumento de 5,82% em comparação com o mesmo período de 2011, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Foi o maior desempenho mensal até agora no ano, 25% maior do que o total de fevereiro e 12% superior ao valor de janeiro.
Os embarques para a região no acumulado do primeiro trimestre somaram US$ 3,264 bilhões, um avanço de 3,24% sobre os três primeiros meses de 2011.
Em março, entre os principais itens da pauta, cresceram as vendas de açúcar, frango, minério de ferro, carne bovina, produtos químicos, tabaco, café e máquinas para obras. Caíram as exportações de trigo, milho, soja e óleo de soja.
Carne brasileira no mercado americano
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior, Fernando Pimentel, pediu as autoridades de comércio exterior dos Estados Unidos a abertura do mercado americano para a carne bovina fresca e para a carne de frango fresca e cozida. Hoje, o Brasil vende somente carne processada pro mercado americano.
A cobrança de Pimentel, feita durante reuniões com o secretário de Comércio, John Bryson, e com o embaixador Ron Kirk, principal representante do USTR (o serviço de comércio exterior americano), na manhã desta segunda-feira, em Washington, ocorreu há poucos dias do fim do prazo da consulta pública em que se discute a abertura do mercado de carne bovina.
BNDES financiará importadores de produtos brasileiros
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pretende ampliar o número de países atendidos pelo Exim Automático, linha de crédito que permite ao importador financiar a compra de produtos brasileiros. O programa está disponível em nações latino-americanas, mas agora o banco negocia sua extensão para a África.
Segundo o chefe do Departamento de Comércio Exterior do BNDES, Leonardo Pereira, a linha pode ser acessada na Argentina, Paraguai, Chile, Uruguai, República Dominicana e Peru, e já ocorreram contatos para levá-la ao Panamá, Honduras e Colômbia.
China foi o principal destino das exportações
A China encerrou o primeiro trimestre de 2012 como o principal destino das exportações brasileiras. O país asiático respondeu por 14,3% dos embarques externos dos 27,8% exportados ao continente. Nos dois primeiros meses, o principal comprador foram os Estados Unidos.
Segundo a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, ainda é difícil avaliar os principais destinos de exportações brasileiras diante do cenário de instabilidade econômica mundial. “Houve a retomada da China como o principal destino de exportações brasileiras. Os sinais são pouco claros no contexto internacional. É difícil ainda, neste momento, traçar cenários claros a respeito de destino das exportações brasileiras. Mas a retomada da posição da China é atribuída ao aumento das vendas de soja em grão”, explicou.
Exportação de carne suína aumenta em março
As exportações de carne suína tiveram aumento de quase 7% em volume no mês de março, em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto em valor houve alta de 3%,
No mês passado foram 47,3 mil toneladas exportadas, gerando um faturamento de US$ 121 milhões.
No acumulado do ano o volume embarcado subiu 3,45% ante o primeiro trimestre de 2011. De janeiro a março, os embarques totalizaram 122,2 mil toneladas, com faturamento de US$ 313,36 milhões.
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