O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) está sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA, (ICE, por sua sigla em inglês). Seu nome aparece no site do Departamento de Segurança Interna do país com a situação “sob custódia do ICE”. O local de detenção não foi informado.
Segundo a Europa Press, Ramagem, foragido da Justiça brasileira, foi abordado por agentes do ICE em uma via pública de Orlando e acabou sendo preso, embora não por causa do mandado de prisão brasileiro, mas por sua situação migratória.
O governo brasileiro já solicitou aos EUA sua extradição.
Alexandre Ramagem, em suas primeiras declarações sobre sua fuga, afirmou no final de novembro que se sentia seguro nos EUA e que tinha o “consentimento” de Donald Trump.
“É lógico que eu não tenha ficado no Brasil, com minhas filhas me vendo ser preso sem ter cometido nenhum crime e sofrendo uma ditadura”, disse ele na ocasião.
Em setembro do ano passado, Alexandre Ramagem fugiu do Brasil após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição do Estado Democrático de Direito.
Proibido de sair do país, o ex-deputado saiu pela fronteira com a Guiana e embarcou para os EUA com passaporte diplomático, que não estava apreendido.
O nome de Ramagem consta na lista de foragidos procurados da Interpol. O governo brasileiro solicitou aos EUA a extradição de Alexandre Ramagem. O pedido de extradição foi entregue pela Embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado no final de dezembro de 2025.
Em fevereiro, Ramagem prestou depoimento, por videoconferência, ao STF na ação penal da trama golpista que estava suspensa e voltou a tramitar após ele perder o mandato.
Ramagem foi diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) e perdeu o mandato parlamentar em dezembro de 2025, por ato da Mesa Câmara em razão de condenação no Supremo Tribunal Federal.
Alexandre Ramagem era delegado de carreira da Polícia Federal, e foi demitido após a condenação.
Prisão é fruto da cooperação entre Brasil e EUA, diz PF
Em nota, a Polícia Federal informou, em nota, que a prisão decorreu “de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA”.
“Prisão é fruto da cooperação policial internacional entre Brasil e EUA no combate ao crime organizado”, diz a PF, em nota.
“O preso é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito”, acrescentou.
Com informações da Agência Brasil, citando TV Brasil e Rádio Nacional; e da Europa Press

















