Algo além do recado?

O aviso – alguns consideraram uma ameaça – feito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, em referência às notícias sobre a delação premiada do senador Delcídio Amaral, de que “o pior está por vir” pode ser lido de duas formas: Mendes considera as acusações feitas pelo senador contra a presidente Dilma e o ex-presidente Lula como a ponta do iceberg; ou tem conhecimento do teor da delação de Amaral, que teria denúncias mais graves. Neste segundo caso, isso significaria que o ministro estaria comentando um texto que está em segredo de justiça, o que não é cabível.

Resta, então, a primeira hipótese. Até agora, o que o vazamento seletivo da delação permitiu saber é que Delícido está se sentindo abandonado pelo governo e quer mandar um recado a Lula e Dilma – o que, em outras ocasiões, ele negou pretender. A acusação contra Lula, sem provas, fica sendo a palavra de um contra a do outro. Já contra Dilma, é uma acusação grave contra ela e o ministro nomeado, que dificilmente poderá ser provada. Se aparecer algo mais concreto contra o ex e a presidente, como parece sugerir Mendes, deve acontecer em novo vazamento; no atual, há muita espuma e pouco chope.

Na gravação que o levou à prisão, Delcídio do Amaral citava Gilmar Mendes. O senador disse que procuraria o ministro do STF para pedir a liberdade do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Mendes se explicou de forma um tanto confusa, alegando que “sempre tem esse tipo de conversa, as pessoas ficam fazendo essas alusões, ou promessas. Nós, em Brasília, conversamos com todas as pessoas, mas as pessoas sabem os limites dos assuntos que eles podem tratar”. Esta fanfarronice de Delcídio, apontam alguns, foi um dos motivos que o levaram à prisão.

Veloz

Finalizar a edição de uma revista semanal é trabalho duro. Fazer isto dois dias antes do prazo, quase hercúleo. Para a IstoÉ, que no ano passado encerrou títulos e fez demissões para tentar atravessar a crise – ainda pior para quem perdeu muitas páginas de publicidade antecipada da Petrobras – é um feito e tanto.

Mudança já

Muita coisa se pode falar do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva. Mas a nota que assina criticando a condução da política econômica acerta em cheio. Paulinho diz que “o resultado do PIB de 2015 (queda de 3,8%) é uma tragédia anunciada. Representa a soma desastrosa dos erros da equipe econômica, com juros proibitivos, a falta de uma política industrial e um governo sem rumo. Quando achamos que chegamos ao fim do poço, o governo e sua equipe econômica conseguem cavar um pouco mais.”

Lembra que não haverá aumento real de salário mínimo para milhões de trabalhadores e aposentados no ano que vem. “É necessária uma política voltada para o desenvolvimento, focada no setor produtivo, gerador de emprego e renda”, aponta. “O governo rifou o Brasil. Ele apostou no combate à inflação, na retomada da ‘credibilidade’ internacional e na geração de superávits incondicionalmente, ainda que os impactos estivessem claros e anunciados (…) Defendemos a imediata redução da taxa de juros e a implementação de uma política que priorize a retomada do investimento, o crescimento da economia, a geração de emprego, a redução da desigualdade social, o combate à pobreza e a distribuição de renda”, finaliza.

Direto no celular

Dois aplicativos móveis, o Vendas TRR (que agiliza os pedidos de venda diretamente do celular do vendedor) e o Aprovação de Pedidos TRR (que analisa as condições e aprova a venda, acelerando a entrega dos produtos) serão lançados pela BgmRodotec na 14ª edição da ExpoTRR, que será realizada entre 16 e 20 de março, no Vila Galé Eco Resort, em Angra dos Reis.

O mercado está cada vez mais dinâmico, por isso, precisamos acompanhar as inovações e usar a tecnologia a favor dos nossos clientes. Hoje é possível fazer qualquer coisa a partir do seu smartphone, por que não gerenciar com mais rapidez e precisão as suas vendas remotamente?”, argumenta Valter Luiz da Silva, gerente comercial da BgmRodotec.

Contramão

A pré-candidata à Prefeitura de São Paulo Marta Suplicy, entrevistada pelo apresentador Amaury JR, disse que a primeira que fará se eleita é acabar com o limite de velocidade de 50km implantado pelo prefeito Fernando Haddad. Ela duvida dos números que ligam a redução do número de acidentes de automóveis com a redução da velocidade.

Terá ela dados que provem o contrário? Ou pretende arriscar a vida dos paulistanos apenas para alfinetar seu adversário? Marta deveria pesquisar o que está sendo feito em outras cidades. Madri e Paris, por exemplo, estão reduzindo os limites de velocidade para melhorar o trânsito e respeitar os pedestres.

Rápidas

O Secovi-SP apresenta o Balanço do Mercado Imobiliário 2015 e as Perspectivas para 2016 no próximo dia 9 *** A mostra itinerante Arte na Construção estará na estação do metrô da General Osório, em Ipanema, a partir desta sexta. Realizada pela construtora da Linha 4, reúne fotografias artísticas que apresentam etapas da obra *** Dia 7, às 20h, na Livraria Cultura do Shopping Bourbon (SP), haverá debate sobre o impacto do zika vírus na gravidez e a prática do aborto em doenças congênitas.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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