Aliança

O projeto sobre o novo valor do salário mínimo deve ser votado pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados. A avaliação é do deputado federal Vivaldo Barbosa (PDT-RJ), que apresentou à mesma comissão projeto elevando o mínimo para R$ 271. Realista, porém, Barbosa admite a inviabilidade da aprovação de seu projeto na comissão, diante da maioria governista, e acena como o apoio à proposta do PFL de valor equivalente a US$ 100. “Vamos defender a proposta do PFL, que eleva o piso para R$ 180. Este valor é o único que será capaz de ser aprovado”, afirma Barbosa, para quem um valor maior do que este esbarraria nas resistências de PSDB e PMDB.

Isonomia
O auxílio moradia autoconcedido ao Judiciário começa a ser seguido no resto do País. No Rio, o vereador Ruy Cezar (PTB) apresentou, no início do mês, projeto de lei autorizando o Executivo a conceder esse auxílio aos servidores municipais que não possuem imóveis residenciais. O valor não pode ser inferior a R$ 500. O vereador alega que projeto assegura ao Executivo um instrumento para viabilizar o acesso dos servidores ao direito à moradia, assegurado pelo artigo 138 do Plano Diretor Decenal – lei complementar nº 16/90. “Milhares de servidores moram de aluguel por não terem sido beneficiados ainda pelos programas de financiamento imobiliário implementados pela Prefeitura.”.
Cezar afirma que sua proposta encontra amparo nos artigos 30 e 216 da Lei Orgânica do Município. E acrescenta que membros do Judiciário e do Legislativo já recebem o mesmo benefício.

Decibéis
A iniciativa do Metrô de brindar seus usuários com (boa), música merece aplausos, mas está alguns tons acima do bom senso. Pelo menos na Cinelândia, o volume, excessivamente elevado, atrapalha, não apenas os usuários que precisam usar os orelhões da estação, como impede que seja uma fonte de maior prazer para os demais.  

Cruzada
A resposta deve ser interessante e, diante dos responsáveis pelo ataque, uma pergunta se impõe: afinal, que interesses o prefeito Celso Pitta andou contrariando? Ou, plagiando a Velhinha de Taubaté: será que ele andou fazendo alguma coisa boa ou evitando coisas erradas?

Toc-toc-toc
As luxuosas publicações do Comitê de Candidatura do Brasil para a Copa do Mundo de Futebol de 2006 não conseguem tirar um temor dos torcedores. Tendo como principal figura da campanha o ex-jogador Zico, cresce o risco de mais uma derrota brasileira. Apesar de ter sido um craque em campo, Zico sempre esbarrou no azar quando o assunto era Copa do Mundo. Participou de três como jogador (78, 82 e 86) e um como membro da comissão técnica (98), sem conseguir trazer o caneco.
Para tirar de vez as esperanças dos torcedores brasileiros, só mesmo se aderir ao comitê o deputado federal Ronaldo César Coelho, veterano em campanha de parcos resultados (vide a das Olimpíadas no Rio).
Aliás, uma perguntinha: quem banca a luxuosa campanha do Comitê?

Encontro
Na primeira quinzena de abril, acionistas da CEG terão audiência com o governador do Rio, Anthony Garotinho. Na pauta, investimentos da empresa para os próximos três anos. Somente neste ano, as cifras chegam a R$ 120 milhões. De 2001 a 2003, os investimentos triplicam: R$ 390 milhões. Espera-se que as explosões e escapamentos de gás diminuam.

Mordaça condenada
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol) condenou a chamada Lei da Mordaça, por representar ato de censura que, além de afetar a liberdade de imprensa, é contrário à própria Constituição do Brasil. Para a SIP, sob o pretexto de resguardar a intimidade e a privacidade dos acusados até o julgamento, na prática constituiria um ato de censura, inibindo o jornalismo investigativo e limitando a liberdade da imprensa. A Lei da Mordaça é o projeto de lei nº 2961/97, que proíbe funcionários públicos, agentes policiais, procuradores, promotores, juízes e membros dos Tribunais de Contas de prestarem informações à imprensa.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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