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Desde o ano de 2000, os preços das commodities agrícolas tiveram alta de 97,50%; as ligadas à indústria de metais, 164,73%; na industrial total, 133,18%; o petróleo subiu 222,20%. No geral, a média foi de 113,05%. Os cálculos são do economista Ricardo Bergamini, que analisa: “Qual seria a principal causa desse crescimento irracional? Sem dúvida o excesso de liquidez internacional provocada pela emissão de dólares para manter a guerra do Iraque. Como conseqüência desta irresponsabilidade americana, o próximo passo da crise mundial será o retorno da inflação e recessão mundial. Em economia não há milagres.”

Lastro
A dívida externa brasileira acabou em janeiro! Esse é o primeiro mito propagado por parte da mídia ao reverberar a informação do Banco Central de que, em janeiro, as reservas internacionais do país superaram em US$ 4 bilhões a soma das dívidas externa pública e privada brasileira. Na verdade, a dívida externa do país não terminou, alcançava US$ 197,6 bilhões, em dezembro passado. Sobre ela, continuam a incidir juros e demais encargos, outra diferença fundamental para uma dívida que seja zerada.
A fábula do fim da dívida serve para uma mitificação ainda mais etérea, a de que, diante desse sumiço mágico, o país não sofreria impacto mais significativo sobre suas contas externas diante do acirramento da recessão dos Estados Unidos e sua propagação pelo resto do mundo. Mera ilusão. Como o país tem ativos conversíveis – tradeables, na linguagem de maior circulação no BC – que alcançam cerca de US$ 400 bilhões, isso significa o dobro das reservas do país, que, em janeiro, estariam em torno de US$ 200 bilhões, segundo as informações oficiosas do BC.
Como o Brasil não exerce o controle de capitais, isso significa que, em caso de uma fuga em massa de dólares, o país esterilizaria as reservas, duramente acumuladas, para garantir a fuga de US$ 200 bilhões. Seria o equivalente à situação hipotética do leitor que, vítima de seqüestro-relâmpago, visse sua conta do cheque especial servir de lastro para o meliante sacar até o último centavo.

Procura-se um Fidel
As repercussões que continuam a acumular-se por todo o mundo sobre a renúncia do presidente de Cuba, Fidel Castro, variam do laudatório à satanização do personagem. Esse antagonismo, talvez, seja a melhor síntese do personagem. Afinal, quem, se não um gigante como Fidel, mobilizaria a mídia global para debruçar-se sobre uma pequena ilha do Caribe sem qualquer protagonismo relevante até 1959. Nesse sentido, os louvores e os incômodos sobre o revolucionário cubano não se referem apenas a ele. Também falam da ausência de estadistas nesse começo de século. Em outras palavras, da ausência de outros Fidel.

Parceria
O acesso a um dos maiores acervos de periódicos científicos nacionais e estrangeiros já está disponível para todos os médicos do Rio, através da Internet. O convênio firmado entre a Capes Periódicos e o Cremerj possibilita o acesso a pesquisas, teses, estudos, revistas, dados estatísticos e artigos publicados nos últimos anos. O médico precisa se cadastrar no site www.cremerj.org.br

Caixa alta
Quarenta porcento dos turistas que visitaram o Rio de Janeiro em cruzeiros marítimos na alta temporada fizeram gastos entre US$ 125 e US$ 170 por dia, revela pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Pesquisas e Estudos do Turismo e pela empresa PlanetWork. Coordenada pelos professores Bayard Boiteux e Mauricio Werner, a pesquisa mostra que a cidade foi escolhida principalmente por suas beleza naturais. Norte-americanos, alemães, ingleses, franceses, italianos e japoneses lideraram as visitas, enquanto apenas 2% dos turistas de navios eram argentinos. Violência urbana e mendicância foram os principais pontos negativos e hospitalidade do morador da cidade e ordenamento das praias foram os mais elogiados. Nove em cada dez manifestaram desejo de voltar.

Saúde
Será lançando no próximo dia 26, na Livraria Cultura do Market Place Shopping Center, em São Paulo, o livro Regulamentação Econômica da Saúde (LCTE Editora, 192 páginas, R$ 42), de autoria do advogado Rodrigo Alberto Correia da Silva, sócio do escritório Correia da Silva Advogados, presidente dos Comitês de Saúde da Câmara Britânica de Comércio e da Câmara Americana de Comércio.

Marcos de Oliveira e Sérgio Souto

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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