Alta do combustível fez crescer venda de motos

Dados são do Mercado Livre; já segundo a Serasa Experian segmento de veículos, motos e peças puxou queda no comércio.

No final de agosto, o marketplace de veículos, imóveis e serviços do Mercado Livre registrou aumento de 65% na intenção de compra de motocicletas zero-quilômetro, em relação a agosto de 2020. Em comparação ao mês anterior – julho de 2021 – o crescimento foi de 21%.

“Não podemos esquecer que, em pouco mais de um ano, vimos os preços dos combustíveis triplicarem nas refinarias. Podemos creditar o aumento na intenção de compras de motos à busca por uma alternativa, visto que as motocicletas consomem menos combustível e possibilitam rápida locomoção nos grandes centros”, comenta Luciano Avila, Head de Marketplace Motors do Mercado Livre. “Outro fator que pode estar gerando essa mudança é o volume da oferta. No Mercado Livre, por exemplo, identificamos um crescimento de 60%, no ano contra ano, e 13% em relação ao mês passado. Ou seja, assim como a busca, a quantidade de anúncios também está subindo”, completa Avila.

Em 2021, o volume da oferta de motocicletas elétricas zero-quilômetro aumentou significativamente, em relação aos anúncios totais de motos zero-quilômetro. Além disso, esses modelos ganharam espaço na procura e intenção de compra dos usuários. Analisando junho-agosto de 2021, em comparação a junho-agosto de 2020, o volume da oferta de motos elétricas passou de 5% para 15% do total de anúncios. Esses modelos ganharam um total de 10 pontos percentuais no volume de classificados.

“No último ano, além da oferta crescer, vimos a demanda, que antes estava no patamar 4% do total, subir expressivamente para 19%. Enquanto a intenção de compra alavancou para 21%, antes registrada em 4%”, frisa o executivo. Ou seja, a busca e os contatos subiram 15 e 17 pontos percentuais, respectivamente. “Com isso, notamos que as motocicletas elétricas estão ganhando um espaço muito importante na mente dos consumidores, visto que essa demanda aumentou quase cinco vezes no último ano”, completa Avila.

Já de acordo com a Serasa Experian, com retração de 0,7%, atividade do comércio registra primeira queda em três meses. E a queda maior foi justamente no segmento de veículos, motos e peças, que caiu 4,7% e teve o segundo mês consecutivo de números negativos. Os demais segmentos também tiveram redução, sendo a maior delas em tecidos, vestuário, calçados e assessórios.

Para o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, a alta da inflação e a falta de insumos para alguns setores – como no caso dos veículos, motos e peças – foram os responsáveis pela queda nas vendas.

“O recuo da atividade do comércio em agosto sinaliza que o país ainda enfrenta desafios por conta do alto desemprego e do aumento dos preços, por isso as pessoas estão restringindo as compras apenas ao essencial”, comenta.

No comparativo entre agosto deste ano e o mesmo mês de 2020, o índice registrou aumento de 4,3%, o menor crescimento do ano em termos de variação interanual. A recuperação com relação ao tombo de 12% do ano passado é parcial e sofre com a retração dos segmentos de combustíveis e lubrificantes (-8,6%) e tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-7,8%).

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