Alta do dólar é resultado da política econômica

Vírus do neoliberalismo é responsável pelos sucessivos recordes.

Em alta pela sétima sessão seguida, o dólar voltou a fechar no maior valor nominal desde a criação do real, vendido ao final desta quinta-feira a R$ 4,475, com alta de 0,7%, após chegar a bater R$ 4,50. Desde o começo do ano, a moeda norte-americana acumula valorização de 11,52%. O euro comercial fechou o dia vendido a R$ 4,924, com alta de 1,63%.

Culpar o coronavírus é o mantra no mercado financeiro, mas a tendência de alta do dólar deve ser debitada na conta da política da equipe econômica. “A economia brasileira está impactada pelo receituário neoliberal em curso. O seu aprofundamento recente não permitiu, nem permitirá, a recuperação sustentada do nível de produção e emprego decente, muito menos a desconcentração da riqueza e renda nacional”, disse, em entrevista à Fórum, o economista e professor da Unicamp Marcio Pochmann

Ele acredita que o cenário atual só deve acentuar o impacto negativo causado pela política neoliberal de Paulo Guedes. E deve resultar, principalmente, em perdas para os trabalhadores e a população mais pobre. “O Governo Bolsonaro e os porta-vozes do dinheiro sabem disso, porém, não admitem. Por isso a busca intensa de justificativas para a continuidade dos infortúnios acumulados pela gestão neoliberal da economia brasileira”, sentenciou.

O colunista do UOL José Paulo Kupfer bate na mesma tecla: “Não se pode, porém, esquecer que razões mais estruturais vinham, já há algum tempo, promovendo um movimento de valorização do dólar ante o real. De julho de 2019 até agora, a cotação da moeda americana valorizou 18%. A escalada, numa visão mais ampla, teve início, ainda no Governo Temer, em janeiro de 2018.”

“Uma política econômica que combina juros baixos com aperto fiscal resulta em dólar mais puxado”, analisa Kupfer. O real caiu mesmo com a atuação do Banco Central, que ofertou, nestas quarta e quinta-feira, US$ 1,5 bilhão em contratos de swap cambial – que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. 

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