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domingo, janeiro 17, 2021

Alternativa

Quem procura no Google por “National Front for the Salvation of Libya” e “CIA” pode ficar surpreso com número de páginas indexadas – 39.400 resultados, no caso da busca feita por esta coluna. Fundado em 1981, o grupo, apresentado como o mais importante da oposição a ser apoiado no caso de derrubada de Muamar Kadafi pelos Estados Unidos, o grupo tem escritórios em Washington, certamente, um inspirador lugar para exportar idéias democráticas, como sabem todos que purgaram as brutais ditaduras dos anos 60 a 80.

Hipocrisia
“A absoluta hipocrisia da resolução (do Conselho de Segurança da ONU) sobre a Líbia exprimindo preocupação pelos “direitos humanos” é difícil de superar. Apenas quatro dias antes da votação, os Estados Unidos utilizaram o seu direito de veto para impedir uma resolução redigida em linguagem moderada que criticava colonos israelenses em terra palestina na Cisjordânia. O governo dos EUA impediu o Conselho de Segurança de adotar qualquer ação durante o massacre israelense de Gaza em 2008, o qual resultou na morte de mais de 1500 palestinos.” A comparação é feita por Sara Flounders, do Workers World Party (WWP) e dirigente do International Action Center, em artigo publicado na edição eletrônica do Correio da Cidadania..

Silêncios cúmplices
Sara lembra ainda que, segundo estudos da própria ONU, cerca de um milhão de crianças iraquianas morreram em conseqüência das sanções impostas pelo organismo ao Iraque, num movimento que ajudou “a aplainar o caminho para uma invasão real dos EUA”: “Sanções são crimes e confirmam que esta intervenção não se deve a preocupações humanitárias.
Ela critica o caráter seletivo das condenações de organismos globais, como o Tribunal Penal Internacional, que “têm estado silenciosos sobre massacres israelenses, sobre ataques de aviões sem pilotos dos EUA a civis indefesos no Paquistão e sobre as criminosas invasões e ocupações do Iraque e do Afeganistão”.

Impermeável
Certamente, razões devem existir, mas ao classificar o blogueiro Ricardo Gama – vítima de atentado quarta-feira, em Copacabana, na Zona Sul do Rio – como “crítico de políticos”, um “jornalão” carioca comete imprecisão cujo cometimento carece de explicação. Como sabe qualquer leitor do blog, Gama não é crítico de políticos em geral – até porque não esconde suas fortes ligações com o ex-governador Garotinho – mas, sim, do governador Sérgio Cabral (PMDB). Admitir isso, nem por leviandade, faria de Cabral um suspeito potencial, mas revela que a blindagem nível 6 destinada pelo “jornalão” ao governador é 100% impermeável.

Indispensável
O Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais no Estado do Rio de Janeiro (Sintuperj) resolveu reagir ao fechamento da livraria da Uerj. Como informou a coluna em 22 de fevereiro, aproveitando do período de férias escolares, o reitor da universidade, Ricardo Vieiralves, fechou a livraria, que será substituída por uma equivalente privada: “A livraria pública cumpre papel fundamental e insubstituível na Uerj.  Distribui os livros das demais editoras universitárias brasileiras, e os da própria Editora da Uerj, a preços mais baratos do que os das editoras comerciais, com descontos de 20% para professores, estudantes e funcionários, e facilidades no parcelamento do pagamento”, destaca o Sintuperj.

Efeitos colaterai$
Na linguagem higienizadora do cartel que controla a mídia global, aviões de tropas invasoras nunca são derrubados. Eles simplesmente “caem”. No caso da invasão à Líbia, porém, na qual o jornalismo cínico se compraz em aproveitar os bombardeios ao país para propagar a superioridade de aviões de uma potência agressora sobre a outra, visando a futuras licitações internacionais, não é de bom tom apontar falhas mecânicas em máquinas tão caras. Se não por pudor humanitário, para não atrapalhar futuros negócios.

Troca de guarda
Vontades desejosas ou não, no mercado financeiro, são fortes os rumores de que Luciano Coutinho e Antonio Maciel encabeçariam a lista de cotados para assumir a direção da Vale. Com a saída de Coutinho da presidência do BNDES, estaria aberto o caminho para o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, efetivar seu desejo de trocar o comando do banco, que incluiria a vaga de Armando Mariante Carvalho, que deixaria a vice-presidência em abril.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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