Alternativas

Fazer um balanço dos rumos e das questões que evolvem a economia mundial no ambiente intelectual e político brasileiro e latino-americano. Esta é a proposta do seminário internacional “Alternativas à globalização: potências emergentes e os novos caminhos da modernidade”, que será promovido pela Reggen (Cátedra e Rede Unesco/Universidade das Nações Unidas sobre Economia Global e Desenvolvimento Sustentável) entre os dias 8 e 13 de outubro, no Hotel Glória, no Rio de Janeiro.
O seminário contará com a participação de pesos-pesados como Theotônio dos Santos, Samir Amin, Giovanni Arrigui , Gao Xian, Jan Kregel, Ali Rodriguez, Gilberto Dupas, Jomo Sundaram, Ana Esther Ceceña, Adrián Sotelo Valencia, Pierre Salama, Beverly Silver, Benjamin Coriat, Luciano Coutinho, Luiz Pinguelli Rosa, Orlando Caputo, entre outros.

Custo tucano
Aumentos acumulados do fornecimento de energia elétrica no Mato Grosso do Sul, que somaram 231,04% nos últimos cinco anos, estão comprometendo a competitividade de indústrias de amido de mandioca nesse estado, denunciam as entidades dos produtores (Abam) e das indústrias (Simms), que estão dispostas a ingressar na Justiça contra a concessionária Enersul e contra a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
De acordo com Ricardo Villela, presidente da Abam, o custo do quilowatt cobrado pela Enersul já está entre 40% e 60% maior que os praticados pelas concessionárias do Paraná e de São Paulo. Os produtores querem a contratação de uma auditoria independente para verificar se os aumentos autorizados após a privatização são legais.

Temer
O próximo Happy Hour Empresarial, promovido pela ADVB-Rio, acontecerá segunda-feira, às 18h30, e homenageará o presidente nacional do PMDB, Michel Temer. O evento ocorre no restaurante do último andar do prédio da Candido Mendes, no Centro do Rio.

Gerenciar a crise
O deputado Gonzaga Mota (PSDB-CE) pretende iniciar este mês um movimento para viabilizar a criação da Lei de Responsabilidade Social, que seria válida para os três níveis de governo, com o objetivo, segundo ele, de “permitir uma melhor aplicação dos recursos públicos na área social”. O tucano, mais conhecido como Totó, defende que a legislação inclua punição para os administradores públicos que a desrespeitarem. A nova lei direcionaria os gastos na área social para saúde, educação, saneamento e infra-estrutura. Aparentemente bem-intencionada, a proposta, porém, não visa a elevar os investimentos na área social, mas sim a defender um determinado tipo de direcionamento para a escassez existente. Ou no jargão tucano, um choque de gestão. Por analogia e coerência, deveria propor legislação similar para limitar a orgia com gastos financeiros.

Eternizar a pobreza
Essa intenção fica mais clara quando Totó defende que a Lei de Responsabilidade Social (LRS) seja um complemento à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF): “Na medida em que há, na LRF, um melhor controle dos gastos públicos, é possível que haja também, obedecendo à nova lei, uma melhor execução orçamentária”, afirma o tucano.
Como se sabe, no entanto, o principal objetivo do “melhor controle de gastos” embutido na LFR é garantir a drenagem de todas áreas públicas não-financeiras para garantir o pagamento de juros aos especuladores e rentistas – sistema de transferência de renda conhecido tecnicamente pelo eufemismo de superávit primário e que transformou o Brasil no quinto país com pior distribuição de renda do mundo.
Por isso, ao condicionar o funcionamento da LRS à LFR, o parlamentar tucano, em vez de garantir a melhoria da área social, pretende institucionalizar seu condicionamento às sobras do mensalão destinado aos (muito) ricos.

Pastel
A Pastel Carioca abre sua terceira loja, desta vez no Barra Shopping. Com quatro anos na Cidade Maravilhosa, a firma contabiliza 5 mil pasteis vendidos por mês em cada loja.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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