Aluguel com reajuste pelo IGP-M avança 7,31% em junho

Essa é a variação acumulada em 12 meses do indicador, que corrige a maior parte dos contratos de locação.

Conjuntura / 16:12 - 30 de jun de 2020

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O valor do aluguel residencial de contratos em andamento, com aniversário em junho e correção pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), medido pela Fundação Getúlio Vargas, poderá ser reajustado em 7,31%. Com alta de 1,56% no mês de junho, fecha-se o comportamento dos preços no período de 12 meses compreendido entre julho de 2019 e junho de 2020.

Para facilitar o cálculo do novo aluguel, o Secovi-SP (Sindicato da Habitação) divulga o fator de atualização, que, no caso, é de 1,0731. Para atualizar um aluguel de R$ 1.500 em vigor até junho de 2020, por exemplo, multiplica-se R$ 1.500 por 1,0731. O resultado, R$ 1.609,65, corresponde ao valor que o inquilino irá pagar no final do mês de julho ou início de agosto.

Já os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram R$ 7,13 bilhões em maio de 2020, com crescimento de 6,5% em relação ao mês anterior e de 8,2% comparativamente ao mesmo mês do ano passado. O volume financiado em maio, segundo mês completo sob isolamento social, foi praticamente igual ao de janeiro, ou seja, no período anterior à pandemia, indicando que houve, até o momento, impacto reduzido da crise do novo coronavírus sobre o crédito imobiliário com recursos do SBPE.

Entre os primeiros cinco meses de 2019 e de 2020, os empréstimos destinados à aquisição e à construção de imóveis avançaram 23,2%, atingindo R$ 34,08 bilhões, registrando-se, também nessa base de comparação, influência pouco expressiva do isolamento social.

No acumulado de 12 meses (junho de 2019 a maio de 2020), o volume de empréstimos somou R$ 85,13 bilhões, alta de 30,5% em relação ao apurado nos 12 meses anteriores.

Foram financiados em maio de 2020, nas modalidades de aquisição e construção, 24,8 mil imóveis, resultado 5% superior ao de abril e 8,8% maior do que o apurado em maio de 2019.

Entre janeiro e maio de 2020, foram financiadas aquisições e construções de 127,55 mil unidades, resultado 19,3% maior que o de igual período de 2019.

Nos últimos 12 meses (junho de 2019 a maio de 2020), os financiamentos viabilizaram a aquisição e a construção de 318,6 mil imóveis, alta de 24,4% em relação aos 12 meses anteriores, quando 256,1 mil unidades foram beneficiadas pelo crédito imobiliário do SBPE.

A captação líquida das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiu R$ 30,3 bilhões em maio, estabelecendo novo recorde mensal na série histórica iniciada em julho de 1994. O melhor resultado anterior havia sido registrado em abril deste ano, mês em que a captação líquida alcançou R$ 24,6 bilhões.

Alguns fatores combinaram-se para explicar, ao menos em parte, o excelente resultado dos últimos dois meses: redução do consumo devido ao isolamento social, maior preocupação financeira com o futuro próximo, queda da rentabilidade das demais aplicações e perdas no mercado acionário – além do pagamento do auxílio emergencial. Esse conjunto de fatores está levando parte das pessoas a alocar ou mesmo ampliar os recursos depositados nas cadernetas.

A captação líquida positiva e o crédito de rendimentos elevaram o saldo das cadernetas do SBPE para R$ 717,7 bilhões no final de maio, com variação positiva de 5% em relação ao mês anterior e de 16,6% em relação a igual período de 2019.

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