Aluguel no Rio aumentou 7,85% no semestre, menor percentual desde 2021

Grajaú foi o bairro com mais alta no período: 24%; em São Paulo capital, a Zona Sul liderou em quase todos os indicadores

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Casa com placa de aluguel (Foto: reprodução internet)
Casa com placa de aluguel (Foto: reprodução internet)

O mercado de aluguel no Rio de Janeiro registrou no primeiro semestre a menor alta para esse período desde 2021. Os dados são do Índice de Aluguel Quinto Andar Imovelweb, divulgado hoje. De janeiro a junho deste ano, o preço médio do metro quadrado na capital subiu 7,85%, atingindo no último mês o valor médio de R$ 41,33.

A alta registrada é menor do que a observada em 2023, quando o preço dos aluguéis subiram 12,28% nos primeiros seis meses do ano, e em 2022, momento no qual a alta registrada foi de 9,61%. Em 2021, o mercado de locação ainda passava pelos impactos severos das restrições causadas pela pandemia de Covid-19. Naquele ano, houve retração de 1,25%.

“O mercado imobiliário vem dando sinais de desaceleração desde o fim do ano passado. Não há, porém, queda no preço médio desde agosto de 2021. Além disso, é possível observar que o valor tem crescido de forma generalizada e espalhada por todas as regiões”, afirma Pedro Capetti, especialista em Dados do Grupo Quinto Andar.

Outro dado que consolida essa visão é a taxa acumulada nos últimos 12 meses. No período encerrado em junho deste ano, a alta foi de 13,21% – o menor patamar registrado desde julho de 2022. Isso significa que o aumento dos valores para o consumidor tem diminuído gradativamente. Em julho de 2023, o acumulado em 12 meses atingiu a maior taxa de toda a série histórica (18,68%). Desde então, vem caindo gradualmente mês a mês.

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Dos 34 bairros analisados pela pesquisa, 27 tiveram valorização no último semestre. O principal deles é o Grajaú, com alta de 24% no período. Os bairros de Todos os Santos e São Cristóvão fecham o top 3, com alta de 20,5% e 18%, respectivamente. A maior redução foi observada na Lagoa, com retração de 4,5% nos primeiros seis meses do ano.

Já em São Paulo, pesquisa Secovi-SP (Sindicato da Habitação) do Mercado Imobiliário (PMI), realizada pelo departamento de Economia e Estatística da entidade junto às incorporadoras associadas, apurou em maio de 2024 a comercialização de 7.630 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo. No acumulado de 12 meses (junho de 2023 a maio de 2024), as vendas somaram 85,6 mil unidades.

O Valor Global de Vendas (VGV) na capital paulista totalizou R$ 3,5 bilhões no mês e atingiu R$ 48,4 bilhões em 12 meses – valores deflacionados pelo Índice Nacional de Custo de Construção (INCC-DI), da Fundação Getúlio Vargas, referente a maio de 2024.

O indicador Vendas Sobre Oferta (VSO), que apura a porcentagem de vendas em relação ao total de unidades ofertadas, foi de 12,3% em maio.

De acordo com a pesquisa do Secovi-SP, a cidade de São Paulo registrou no mês de maio o lançamento de 6.630 unidades residenciais. No acumulado de 12 meses (junho de 2023 a maio 2024), foram lançadas na capital paulista 80,2 mil unidades.

O mercado imobiliário da capital paulista encerrou o quinto mês do ano com a oferta de 54,3 mil unidades disponíveis para venda. Esta oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (junho de 2021 a maio de 2024).

Em maio, o Valor Global da Oferta (VGO) totalizou R$ 38,7 bilhões.

Os imóveis de dois dormitórios destacaram-se no mês de maio em todos os indicadores: 74% das unidades lançadas (4.903 unidades), 66% das vendas (5.057 unidades), 59% da oferta (31.893 unidades), 51% do VGV (R$ 1.788,6 milhões), 35% do VGO (R$ 13,6 bilhões) e o maior VSO (13,7%).

Imóveis na faixa de 30 m² e 45 m² de área útil lideraram em todos os indicadores: 61% dos lançamentos (4.076 unidades), 62% das vendas (4.701 unidades), 48% da oferta (25.863 unidades), 40% do VGV (R$ 1.409,1 milhões) e 21% do VGO (R$ 8,0 bilhões) e o maior VSO (15,4%).

Os imóveis com valores até R$ 264 mil destacaram-se com participação de 42% nos lançamentos (2.814 unidades), 39% nas vendas (2.945 unidades), 29% da oferta (15.595 unidades) e o maior VSO (15,9%). A faixa entre R$ 350 mil e R$ 700 mil liderou em VGV, com 24% (R$ 834,5 milhões), e a faixa acima de R$ 2,1 milhões teve o maior VGO 34% (R$ 13,1 bilhões).

A partir de julho de 2023, foi atualizada a faixa de preços dos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida, alterando o limite de R$ 264 mil para R$ 350 mil na cidade de São Paulo. Para segmentar os imóveis econômicos, o Secovi-SP elegeu as faixas de preço enquadradas nos parâmetros do programa Minha Casa Minha Vida.

Em maio, 66% das unidades lançadas e 55% das unidades vendidas foram enquadradas como econômicas, correspondendo, em termos absolutos, 4.382 unidades lançadas e 4.177 unidades vendidas. A oferta disponível para a venda deste tipo de imóvel somou 22.004 unidades (41%), com VSO de 16,0%.

Os outros mercados registraram 2.248 unidades lançadas, 3.453 unidades vendidas, oferta final de 32.309 unidades e VSO de 9,7%.

A Zona Sul liderou em quase todos os indicadores: os lançamentos corresponderam a 36% (2.387 unidades) do total, as vendas representaram 32% (2.428 unidades), a oferta final respondeu por 33% (18.041 unidades), o VGV participou com 36% (R$ 1.265,4 milhões) e o VGO com 39% (R$ 15,1 bilhões). O Centro foi o responsável pelo maior VSO (13,7%).

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