Além dos aviões de carreira

A privatização do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, dá uma boa medida de que como o patrimônio público é doado a preço de banana para particulares, que, em lugar de se capitalizarem no sistema financeiro tupiniquim, recebem a obra pronta dos governos. Embora as obras de pista e pátio continuem sob a responsabilidade do Batalhão de Engenharia do Exército, pagas por recursos da Infraero e do PAC e já tenham consumido R$ 131 milhões, que saltarão para R$ 155 milhões até o fim do ano, a concessão pode sair pela bagatela de R$ 3,7 milhões – preço mínimo previsto no edital.

E querem mais?
Espera-se que o exemplo do Rio Grande do Norte não seja exportado para os filés mignons do setor, como os aeroportos de Viracopos (Campinas) e Tom Jobim (Rio de Janeiro), como sonham os lobistas da privataria. No caso do Rio, que já padece com um setor de transportes totalmente privatizado, marcado pelo padrão de qualidade dos serviços do Metrô do Rio, da Supervia e das Barcas S/A, chega ser um escárnio querer estender a privatização ao principal aeroporto do estado.

Desperdício
Se existe uma tradução para inutilidade, esta é a vistoria anual a que todo cidadão motorizado do Estado do Rio de Janeiro é obrigado a se submeter nos postos do Detran. Inexistente nos outros estados, só serve para tomar tempo do motorista.
Nesta quarta-feira, um dos titulares desta coluna só foi atendido 60 minutos após o horário agendado. E não porque a vistoria demore: foram menos de 60 segundos, em que o funcionário do órgão de trânsito limitou-se a conferir o número do chassis e, talvez cansado pelo calor e baixa umidade, simulou conferir faróis e lanternas. Estado dos pneus, validade do extintor de incêndio? Não, deve ter confiado na cara de bom cidadão do motorista. Medir a poluição, razão de ser da vistoria? As máquinas estão desativadas, até porque têm nula utilidade.
Mais 15 minutos de espera e o condutor sai com seu documento renovado, acreditando ter cumprido seu dever e – após sair do posto do Detran e ver um carro caindo aos pedaços circulando pela rua – com a certeza de ter feito papel de otário.

W
O publicitário Washington Olivetto receberá nesta quinta-feira o título de Cidadão Honorário da Cidade do Rio de Janeiro. A cerimônia acontecerá às 18h30, no plenário da Câmara Municipal do Rio. A iniciativa é da vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB).

Construção
Máquinas e equipamentos para a produção de pré-fabricados de concreto da alemã Masa, maior produtora mundial, há 105 anos no mercado, serão comercializados no Brasil pela fabricante brasileira Piorotti. Os produtos inicialmente serão importados, mas serão produzidos no Brasil em breve. A Piorotti tem sede em Mesquita (Baixada Fluminense)  e está investindo R$ 8 milhões na construção de nova fábrica em Duque de Caxias, na mesma região.

Talentos
Motivar e reter talentos é o mote da 1º Fórum de Remuneração e Benefícios – Novas Tendências em Recursos Humanos, realização do Busca RH – Portal de Gestão de Pessoas, nesta quinta-feira. Programação no site www.zetaeventos.com.br

Junta
Mais uma delegacia regional da Junta Comercial do Estado (Jucerja) será inaugurada na Baixada Fluminense, a quinta na região. A unidade de Duque de Caxias se soma às de Nova Iguaçu, São João de Meriti, Nilópolis e Magé. No estado, passam a existir 15 delegacias regionais, que têm o objetivo de atender rapidamente a empreendedores e contadores dessas localidades e agilizar os processos de abertura e registro de empresas. A nova unidade fica na Praça Roberto da Silveira, 31, 2º andar, no bairro 25 de Agosto.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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