Fazenda confirma bloqueio de contas do governo fluminense

Rio de Janeiro / 13:15 - 7 de nov de 2016

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A Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro confirmou em nota, divulgada hoje, o bloqueio de R$ 170 milhões das contas do governo fluminense em razão do não pagamento da dívida do estado com a União. "As consequências são o impedimento de fazer qualquer tipo de pagamento até que o valor devido à União seja pago", diz a nota. A expectativa é que isso ocorra ainda esta semana. De acordo com a secretaria, o impacto desse impedimento é imediato, mas não influencia as medidas anunciadas na última sexta-feira pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) para redução de custos, já que a maioria delas é para 2017. "O calendário de pagamento está mantido", assegurou a Secretaria de Fazenda na nota. Alunos de escola de Teatro no Rio ficam sem transporte e alimentação Alunos, funcionários e professores da Escola Técnica de Teatro Martins Penna, reconhecida por formar e revelar grandes figuras da cultura brasileira, enfrentam reflexos da crise que assola o estado do Rio de Janeiro. Funcionários terceirizados foram demitidos por conta da falta de verba para o pagamento e serviços básicos como limpeza e manutenção são feitos de forma voluntária por próprios alunos e professores. Segundo o aluno Jovan Ferreira, a escola se encontra em estado precário. Ele lembrou do processo de ocupação da escola no último semestre e destacou que o movimento só acabou por conta de um acordo fechado com a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), que não foi cumprido. - Um pouco antes da Olimpíada, a Faetec nos procurou propondo um acordo, que nós aceitamos, mas que eles não cumpriram em nada. Semana passada, eles retiraram as máquinas de recarga do nosso RioCard, além de já não contarmos com alimentação. Como alguém pode vir estudar assim? Sem dinheiro para transporte e sem comida para se manter de pé? - questiona. O diretor da escola, Marcelo Reis, explicou que a retirada das máquinas do RioCard e o não oferecimento da alimentação não ocorreram por vontade própria da Faetec, mas por uma questão de legislação. De acordo com o técnico em eletricidade Eugênio de Oliveira, que está ajudando a instituição de forma voluntária, a última empresa que prestava os serviços de limpeza e manutenção ficou apenas duas semanas. Oliveira disse torcer por um desfecho diferente do que vislumbra com o atual cenário. - É muito triste. Assim como eu, muitos ainda insistem em vir aqui por amor a essa escola. Não quero ver a Martins Penna, tão tradicional e importante, acabar assim. Em nota, a Faetec informou que aguarda o aumento no fluxo de caixa do estado para quitar parcelas atrasadas. Há uma previsão de um novo repasse da Secretaria Estadual de Fazenda após o pagamento da folha salarial dos servidores ativos e inativos, ainda neste mês. Senai: jovem aponta educação profissional como melhor caminho para primeiro emprego Os jovens brasileiros acreditam que cursos de educação profissional são importante caminho para conseguir o primeiro emprego. É o que aponta a pesquisa Os jovens, a educação e o ensino técnico, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). De acordo com o levantamento, 72,4% dos 2.002 entrevistados, com idades entre 13 e 18 anos, citam pontos positivos desse tipo de formação, entre os quais ser um bom começo na carreira profissional, ter boa aceitação nas empresas e preparar melhor para o mercado de trabalho. Entre os jovens que já fizeram cursos de educação profissional ou pretendem fazê-lo, 76,1% atribuíram grande importância a essa formação para conseguir o primeiro emprego. Os entrevistados deram notas 7, 8, 9 e 10 à pergunta: "Utilizando uma escala de 0 a 10, em que 0 é nenhuma importância e 10 é muita importância, qual o grau de importância que você acredita que um curso técnico tem para conseguir seu primeiro emprego?". A avaliação é ainda mais quando a pergunta é sobre o futuro profissional: 79,5% desse grupo de entrevistados atribuíram notas de 7 a 10 quando perguntados sobre o tema. - A educação profissional é o caminho mais rápido para o jovem se inserir no mercado. Pesquisa do Senai mostra que 65% dos nossos ex-alunos de cursos técnicos estavam trabalhando um ano após a conclusão do curso. O jovem pode usar o ensino técnico para iniciar um projeto de vida com uma profissão já definida e com a possibilidade de uma carreira de sucesso. É uma grande oportunidade para o jovem brasileiro - explica o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi, que também é diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a pesquisa, 42,3% dos entrevistados consideram bom o ensino técnico oferecido no Brasil; 29,1% o avaliam como regular; 7,6% como ótimo, 2,9% como ruim e 1,1% como péssimo. Além disso, 15,7% não souberam opinar e 1,3% optaram por não responder à questão. Os jovens foram entrevistados entre os dias 8 e 18 de outubro, em suas residências, em todas as regiões do país. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Segundo a pesquisa, 64,8% dos jovens entre 13 e 18 anos não veem preconceito contra o profissional formado no ensino técnico no Brasil. Apenas 25,1% acreditam haver algum preconceito e 9,6% não souberam responder. Essa visão varia pouco segundo a região do país: 69,3% dos jovens do Sul não veem qualquer tipo de preconceito, enquanto essa foi a resposta de 58,3% dos jovens ouvidos no Nordeste. O índice é o mesmo (64%) entre alunos de escolas públicas e privadas e muda pouco entre jovens de baixa renda (63%) e de alta renda (65%). Ensino Médio - A pesquisa também perguntou a opinião dos jovens sobre a reforma do Ensino Médio encaminhada pelo governo federal ao Congresso Nacional, em setembro. Entre os entrevistados, pouco mais da metade (53,2%) sabe sobre as mudanças propostas. O conhecimento é maior no Sul (65,7%) e menor no Nordeste (45,9%). Os alunos de escolas particulares (61,4%) se dizem mais informados do que os de instituições públicas (52%). Entre os jovens que se dizem informados da reforma, 65,3% aprovam a inclusão do curso técnico como um dos caminhos de aprofundamento de formação para os alunos do Ensino Médio. Apenas 26,5% dos entrevistados se dizem contrários a essa mudança, 6% disseram não serem nem a favor nem contrários e 2% não souberam responder. A aprovação à inclusão do curso técnico no Ensino Médio é maior entre moradores da região Sul (68,2%) e menor no Nordeste (63,9%); ligeiramente mais alta entre alunos de escolas particulares (69,3%) do que nas públicas (64,6%) e entre os próprios estudantes do Ensino Médio (67,2%) do que entre os jovens que cursam o ensino fundamental (63,2%). A pesquisa também mostra que 16,8% já fizeram ou estão cursando ensino técnico e a satisfação com essa formação é grande: 73,5% atribuíram notas 7 ou superiores quando chamados a avaliar seu grau de realização ao fazer o curso. Quase metade (47,7%) de quem já fez algum curso de educação profissional também pretende fazer outro. A intenção é maior entre jovens do Sudeste (50,3%), alunos de escolas públicas (49,5%), aqueles que estão cursando o ensino fundamental (51,5%) e estudantes de baixa renda (62,5%). Os jovens entrevistados foram selecionados de acordo com a distribuição na população brasileira: 51,3% eram do sexo feminino e 48,7% do sexo masculino; 38,5% moram no Sudeste, 30,6% no Nordeste, 17,3% nas regiões Norte e Centro-oeste e 13,7% no Sul. A maioria se vê como classe média (78,6%); 13,2% se dizem de baixa renda e 6,6% de alta renda. A ampla maioria dos jovens (89,2%) estuda, principalmente em escolas públicas (85,8%). Os alunos de escolas particulares são 13,8%. Entre os entrevistados, 81,7% não trabalham e 18,2% estão no mercado de trabalho. As ocupações declaradas pelos jovens que trabalham são de baixa qualificação, como atendentes (21,4%), ajudantes, auxiliares e assistentes (21,1%), vendedores (12,9%), entre outras. Com informações da Agência Brasil

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