Amazônia em crise coloca o mundo em alerta

“Nós fizemos a nossa parte”, afirmou o presidente da República, Jair Bolsonaro, ao ser indagado na saída do Palácio do Planalto pelos seus apoiadores, como via a situação do Amazonas em relação ao coronavírus  que, na sua opinião está “terrível”. Inocentou o governo federal e declarou que “fez sua parte, com recursos, meios”.

Também disse que as Forças Armadas estão mobilizadas na região para dar assistência ao sistema público de saúde, que se encontra em colapso e enfrenta problemas graves como falta vagas em UTI e insuficiência de cilindros de oxigênio. O equipamento é fundamental no tratamento de casos de Covid-19 na Região Amazônica, situação que está colocando o mundo em alerta com a descoberta de uma nova vertente do coronavírus, com poder de contáviomais rápido.

“A gente está sempre fazendo o que tem que fazer, né? Problema em Manaus: terrível o problema lá, agora nós fizemos a nossa parte, com recursos, meios”, declarou. “O ministro da Saúde (Eduardo Pazuello) esteve lá na segunda-feira, providenciou oxigênio, começou o tratamento precoce, que alguns criticam ainda.”.

O tratamento precoce ressaltado resultou no colapso de oxigênio que levou Manaus a transferir pacientes inclusive recém-nascidos, para outros estados. Entre o que foi feito pelo presidente, de conhecimento público, foi a forte pressão com seus apoiadores que resultou, no dia 27 de dezembro do ano passado, em reunião com representantes do comércio e serviço, levando o governo do Amazonas a autorizar a reabertura do comércio após protestos da categoria. Ficou estabelecido que o comércio de rua funcionasse de 8h até as 16h e shoppings centers abrir de 12h a 20h, sempre respeitando o limite de até 50% da capacidade. Aos sábados e domingos esses estabelecimentos passaram a funcionar somente nas modalidades delivery e drive-thru.

No dia 30 de dezembro, em recomendação conjunta, os ministérios públicos do Amazonas, de Contas, do Trabalho (MPT), e as defensorias públicas da União e do Estado propõem o fechamento imediato das atividades comerciais e serviços considerados não-essenciais em Manaus, e a consequente revogação do Decreto 43.236 que determinou novas medidas, no dia 28 de dezembro, para o funcionamento dessas atividades.

O documento foi entregue dois dias após a decisão do governador Wilson Lima. Segundo os órgãos de controle, as restrições deveriam permanecer em vigor até que o estado atinja, pelo menos, o índice de 85% de ocupação de leitos disponíveis, clínicos e de UTI, para pacientes com Covid-19.

As instituições se baseiavam no colapso declarado pelos hospitais privados devido à aceleração de caos de contaminação pelo novo coronavírus; na taxa de ocupação dos leitos disponíveis, clínicos e de UTI, para a Covid-19 atingiram o índice de 90%; na existência de fila de espera de pacientes, não contabilizada no cálculo na taxa de ocupação de leitos; na ineficácia da execução do Plano de Contingência do Estado por frustração das medidas e metas estabelecidas para a fase três do plano.

Também foi do conhecimento público o fim do convênio com médicos de Cuba que exerciam forte presença ns Região Amazônica. A decisão foi

 

 

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